Sábado, 25 de Julho de 2009

EM JEITO DE ALERTA

     

 

A COR NEGRA DA VERDADE
Divergem as nossas opiniões,
Divergem os nossos pensamentos,
Não vale a pena ilusões,
É puro fruto dos tempos.
 
Tempos que eu já passei,
E o mesmo acontecerá contigo,
Depois dos teus tempos passarem,
Tu estarás de acordo comigo.
 
O tempo que tu estás a passar,
Eu também já o passei,
E como tu estás a pensar,
Faz tempo que eu já pensei.
 
Eu sei que ao pensares assim,
Que o fazes no bom sentido,
Mas vais ficar desiludido,
E passarás a pensar igual a mim.
 
Discordas de mim
e não me queres ouvir,
Incomoda-te a minha filosofia,
Mas há-de chegar um dia,
 Em que mudarás de opinião.
E aí vais dar-me razão
E darás valor á minha visão.
 
Grande mudança em ti se vai dar,
Porque eu já não vou estar contigo,
Mas tu vais tomar o meu lugar
E serás tu a dizer
o mesmo que eu agora te digo.
 
 E aí os que te ouvirem,
Não te vão acreditar,
Vão pensar igual a ti,
Quando me ouves falar.
 
 Mas um dia há-de chegar,
Que mudará os teus pensamentos,
É tudo fruto dos tempos,
Os passados.
Os presentes e os que estão para chegar.
 
Sei que isso te vai incomodar,
Como me incomoda a mim agora,
Mas tens que saber desculpar,
Como eu te desculpei outrora.
 
Raiva desilusões e Gloria,
Desgostos arrependimentos e tristeza,
Amor ódio e paixão,
Tudo faz parte da nossa história,
Tudo semeado com a mesma destreza,
Pela nossa própria mão,
 
 No âmago da nossa memória.
Onde acaba toda a história,
Verdadeira ou vitual,
Onde só fica a memória,
Do que foi o bem e o mal.
 
Maio/1971 Eduardo Gonçalves

publicado por Fisga às 17:00
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31 comentários:
De Chicailheu a 25 de Julho de 2009 às 17:37
Lindíssimo Poema acompanhado de uma grande canção. também gosto muito dessa tua canção!
What Friends Are For?

E porque os amigos servem para muito, agradeço a tua amizade e simpatia sempre presentes nos teus amáveis comentários.
Fica bem!
beijos no teu coração e amizade.
chicailheu


De Fisga a 26 de Julho de 2009 às 10:06
Olá amiga Chica. Obrigado por vires. Obrigado também pelo elogio. Mas é assim: Burro velho, não aprende Latim. Obrigado também pela tua amizade sempre patente, porque também tu és uma grande amiga. Desejo-te tudo de bom E também para todos os teus. Beijinhos Eduardo.


De Fisga a 26 de Julho de 2009 às 10:31
Olá amiga Chica. Obrigado por vires e também pelo elogio, mas eu sempre ouvi que burro velho, não aprende Latim. Quanto à amizade amiga felizmente ela é reciproca. nem podia ser de outra forma. Obrigado por tudo és uma grande amiga. Beijinho Eduardo.


De casimirocosta a 25 de Julho de 2009 às 19:58
Olá colega, gostei muito deste poema.
É a primeira vez que o visito, mas gostei e tomei a liberdade de o adicionar, ao meu pequeno grupo de amigos.Até porque temos vários amigos em comum.
Um abraço.
Casimiro Costa


De Fisga a 25 de Julho de 2009 às 21:17
OLÁ AMIGO CASIMIRO. OBRIGADO PELA SIMPATIA, MAS NÃO SE ILUDA COM FOGOS DE PALHA. AGRADEÇO TER VINDO E SERÁ SEMPRE MUITO BEM-VINDO A ESTE MEU/NOSSO ESPAÇO. EU JÁ LI ALGUMAS COISAS SUAS, NUNCA O ADICIONEI, PORQUE EU TENHO MAIS OLHOS QUE BARRIGA, E QUALQUER DIA TENHO QUE METER UM EMPREGADO PARA COMENTAR COMIGO, MAS DEPOIS TAMBÉM NÃO VOU TER DINHEIRO PARA LHE PAGAR. É UMA FALTA DE BOA GOVERNAÇÃO. OBRIGADO POR ME ADICIONAR. UM ABRAÇO EDUARDO.


De linhaseletras a 25 de Julho de 2009 às 23:33
Boa noite, que bonito poema, para quem diz que não é Poeta safa-se muito bem a escrever, e a dizer grandes verdades.
Bom fim de semana


De Fisga a 26 de Julho de 2009 às 09:47
Muito obrigado por vir. Muito obrigado pelo elogio, e Uma boa semana para si, que amanhã começa. Eduardo.


De Fisga a 26 de Julho de 2009 às 09:51
Bom dia. Muito obrigado por ter vindo, e também pelo elogio. Mas eu acredito no ditado, que diz. Burro velho, não aprende latim. Um bom resto de Domingo. Até amanhã Eduardo.


De estrelaemo a 26 de Julho de 2009 às 22:58
Olá
Com que então poema novo e não diz nada aos amigos.
Olha Eduardo como sou muito amiga estive a ler, gostei muito, grandes verdades é exactamente como tu dizes a vida é que nos ensina, vamos criando calo mas os mais novos pensam que é treta o que dizemos, mas nós já fomos como eles temos que aceitar.
Vais emendar o seguinte
deves querer dizer:

«Como eu te desculpei outrora» e falta um (r) no virtual, desculpa mas como eu gosto que me digam
achei por bem dizer-te, todos nos enganamos, paciência emendar não é difícil, não leves a mal.
Beijinhos,
da amiga natalia


De Fisga a 27 de Julho de 2009 às 17:19
Olá amiga Natália. Antes do mais os meus agradecimentos pelo alerta sobre os erros, e quantos terão passado que ninguém viu, ou ninguém me disse nada. Mas eu agradeço sempre. Quanto ao post . É uma poesia barata, mas a mensagem está lá. Um beijinho de obrigado Eduardo.


De Fisga a 27 de Julho de 2009 às 18:16
Olha amiga Natália. Mais uma vez obrigado. Eu já fui ver. O erro na palavra (Virtual,) a falta do R encontrei e emendei, Mas o outro a que te referes, não encontrei. Mas ali há uma mudança temporal, será que é por isso que te pareceu que há erro? O verso começa assim: (Sei que isso te vai incomodar (um dia mais tarde.) E termina estando já nesse dia mais tarde, em que diz como eu te desculpei outrora ( termina voltando ao passado recente. Mas se eu estiver errado, não tenhas problema em insistires que eu agradeço. Um beijinho Eduardo.


De rosafogo a 28 de Julho de 2009 às 15:19
Meu querido amigo, não leves a mal, eu faço tantos
erros, erro tanto para o que me havia de dar, estar a maçar-te, mas olha foi com boa intenção.Continuas a ter no verso «como meu te desculpei outrora» e eu penso que queiras dizer: como eu te desculpei outrora.
Não será? É erro de óptica penso, mas não te preocupes, eu percebi perfeitamente que são tempos diferentes.

Beijinho da amiga natalia


De Fisga a 28 de Julho de 2009 às 20:58
Ó minha querida amiga. Natália. Se eu estivesse ao pé de ti agora. Eu ajoelhava-me aos teus pés a pedir-te perdão pela minha teimosia. Eu li sei lá quantas x e não vi o erro. desculpa-me a minha teimosia, amiga. só hoje é que eu vi. Já está emendado. És um amor de pessoa, Obrigado. Beijinho. Eduardo.


De MIGUXA a 27 de Julho de 2009 às 01:54
Eduardo,

Adorei a música, tão adequada ao poema que nos transmite com muita convicção, a força do tempo nas nossas vidas, a sensatez que nos vai acrescentando pelo acumular de vivências.

Beijinho carinhoso
Margarida


De Fisga a 27 de Julho de 2009 às 18:30
Olá amiga Margarida. Confesso que fico muito feliz, por saber que gostou Penso que todos ficamos quando alguém gosta do nosso trabalho. Por isso obrigado x 2 também por ter vindo a este meu/nosso espaço. Este post. Reflecte o meu pensamento à época em que foi escrito, talvez com base no que eu analisava sobre a vida no dia, a dia. Eu naquela altura da minha vida, escrevia muito com base no que eu constatava. Um beijinho de agradecimento. Pela sua disponibilidade e carinho. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2009 às 09:51
Eduardo

Lindo poema, repleto de verdade e de sensibilidade.

"tudo semeado com destreza
com a nossa própria mão"...

lindo!

Maria Luísa


De Fisga a 27 de Julho de 2009 às 18:35
Obrigado minha amiga, por vires e por dares a tua sempre valiosa opinião. Isto é a prova de que a rebeldia Juvenil sempre existiu, não é um problema de agora. Eu sempre me apoiei muito nas situações que me rodeavam ou que se passavam comigo. Beijinho de amigo. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 27 de Julho de 2009 às 19:10
Eduardo

Tens razão, a rebeldia juvenil sempre existiu.
Agora que houve uma grande mudança de costumes,
caíu no outro extremo.
E os extremos, são sempre maus! E a tendência para
os próximos anos, é piorar.

Já tinha sentido a tua falta!

Bºs, Mª. Luísa


De Fisga a 27 de Julho de 2009 às 20:49
Olá amiga Luísa. obrigado por vires pois a tua visita é sempre recebida com muita alegria. Um beijo Eduardo.


De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2009 às 10:23

Desculpa e só respondes se quiseres, a tal pessoa
meia esquesita, chegaste a conhecê-la?
Ela enganava muito bem!

Mª. Luísa


De Fisga a 28 de Julho de 2009 às 10:34
Olá miga Luísa. Não. Não a cheguei a conhecer, porque ela com a mesma facilidade que me convidou para nos encontrarmos e beber uma bica, foi com a mesma facilidade, que invocou a falta de disponibilidade, logo a seguir de eu aceitar o convite dela. Eu sou uma pessoa aberta e gosto de conhecer pessoas, mas não lhe voltei a tocar no assunto já que foi ela que convidou e que disse logo a seguir, não ter disponibilidade no momento. Beijo Eduardo.


De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2009 às 10:49
Eduardo

Tiveste muita sorte! Parabéns!

Tenho um poema para postar, mas não vou fazer agora. Parece-me e tu dás a tua opinião que há muitas pessoas de férias e eu noto pouco movimento,
nos comentários.
Têm apareciso outras pessoas, mas os assíduos, só tu
a Mª. João e eu - poucos mais...
Será impressão minha? Ou falta muitos amigos?
Que dizes?

Bºs, Mª. Luísa


De Fisga a 28 de Julho de 2009 às 11:05
Olá amiga Luísa. Tens toda a razão, no que dizes. aliás, eu já tinha estado para te dizer, mas como sabes, não é bonito, interferir em certos assuntos das outras pessoas e pareceu-me que este é um deles. E já agora Permite-me. Alem de que tu, mesmo em tempo normal sem ser de férias, publicas muito amiúde. e depois acontece que se cumpre o ditado
( Lugar aos novos) tu já publicaste poemas que se estivessem mais um ou dois dias sem ser publicado outro, teriam mais comentários. Eu é que estou a tirar partido da situação das férias. Tenho tempo para tudo. Pensaste muito bem. Amiga, xao . Um beijo e tudo de bom. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 28 de Julho de 2009 às 11:57
Eduardo

Tens toda a razão; vem um novo, o outro é esquecido. Culpa minha!
Vou temperar, um pouco mais. beijos e obrigada,

Mª. Luísa


De Fisga a 28 de Julho de 2009 às 20:41
Olá amiga Luísa. É como eu te disse. Eu já tinha reparado nisso, mas era de mau tom, dizer-te olha desculpa lá mas estás a postar muito amiúde, e depois tu podias-me dizer que isso é problema teu, e com toda a razão. Mas deixa lá ainda há muita gente a ir de férias em Agosto e Setembro. Depois é que volta tudo com as baterias carregadas. Beijinho e tudo de bom. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 29 de Julho de 2009 às 08:59
Eduardo

Fizes-te bem, bom conselho, mas diz-me, neste momento e mais Agosto não coloco outro poeme, deixo ficar este, do qual gosto muito?

Que dizes?

Bºs, Mª. Luísa


De Fisga a 29 de Julho de 2009 às 11:22
Olha amiga. É assim. Há um ditado que diz: Se os conselhos fossem bons, ninguém os daria, toda a gente os vendia. Se o teu coração te diz que continues a postar, mesmo com pouca gente a comentar, Continua. Se o teu coração te diz, que faças um interregno, e que descanses 15 dias ou três semanas, pois fás isso, porque é difícil nós estarmos a escutar uma coisa vinda de fora e o nosso coração a insistir para fazermos outra coisa completamente diferente. Desculpa, amiga de eu te falar assim, Mas só o faço, porque sou muito teu amigo. Ouve o teu coração, e atende-o, com a determinação de assumires a decisão que tomares, Sem te recriminares, se não for uma boa decisão.
Beijinhos de um amigo. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 29 de Julho de 2009 às 12:09
Eduardo

Na realidade não me apetece, neste momento, escrever na net e não vou escrever, enquanto me sentir assim.
Faço como dizes, sigo os meus propósitos!

Obrigada e tem um bom dia.

bºs, Mª. luísa


De Fisga a 29 de Julho de 2009 às 18:51
Olá amiga. Fizeste bem, tu também precisas de algum descanso. Beijinho Eduardo.


De Chicailheu a 30 de Julho de 2009 às 14:28
Mais outro belo poema escrito por ti meu amigo!
beijos e amizade.
chicailheu


De Fisga a 30 de Julho de 2009 às 20:57
É assim minha amiga. Eu nunca publicaria estas coisas se não tivesse tanta falta de tempo para escrever, porque estas coisas estão todas escritas há muitos anos. Aliás, algumas até lá tem a data, outras não porque eu na altura não pus e agora não me lembro. És uma querida. Obrigado por vires. Um beijo e tudo de bom para ti. Eduardo.


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