Sábado, 8 de Agosto de 2009

É BOM LEMBRAR O PASSADO

 

 

AS MINHAS CONTAS.
 
Tudo não passa de contas,
 Que vou fazendo acordado,
Com as minhas ideias tontas,
Imaginando-te a meu lado.
 
Minha musa meu amor,
Minha deusa adormecida,
És a primavera em flor,
És a razão da minha vida.
 
Fecho os olhos para pensar,
E não consigo pensar nada,
Senão que te estou a abraçar,
Minha princesa encantada.
 
 Tu nunca saberás,
Quanto eu sofro por ti,
Porque assim não te rirás,
Ao saberes o que eu sofri.
 
Tu tens Dr. E não,
Tu és rica e eu sou pobre,
Mas eu dou á luz e tu não,
Por isso eu sou mais nobre.
 
Tu deste á luz no teu tempo,
Mas já estás ultrapassada,
Não passas de um instrumento,
Com a pilha descarregada.
 
A beleza que eu vejo em ti,
É a razão do meu viver,
Por isso te quero assim,
Mas sem te dar a saber.
 
 A raiva de te não ter,
É que me faz pensar assim,
E porque sei que se eu morrer,
Tu vais ter pena de mim.
 
Se tu á minha frente fores,
Desculpa minha querida,
Mas não te vou dar as flores,
Que me recusaste em vida.
 
Farei tudo para te ter,
Desde que sejas sincera,
Mas se tu queres saber,
Estou farto de estar á espera.
 
Eu tenho vinte e dois anos,
E tu já estás a dobrar,
E vais ter grandes desenganos,
Quando o teu filho casar.
 
 Com todos os teus defeitos,
Eu continuo-o enfeitiçado,
E tu a tirares proveitos,
Do meu amor obstinado,
 
Quando um dia te fugir,
O terreno sob os teus pés,
Talvez me venhas pedir,
Se te quero como tu és,
 
Só que talvez já seja tarde,
E eu já tenha acordado,
E o fogo que hoje arde,
Pode já estar apagado.
 
Julho/1958
Eduardo Gonçalves
 
 

publicado por Fisga às 07:00
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64 comentários:
De Just Moments a 8 de Agosto de 2009 às 13:15
Meu querido Amigo!!

..fiquei sem palavras!! Porque será que por vezes as pessoas só dão valor quando já não tem??

Um lindo e belo final de semana para Ti!!

Beijinho grande


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 11:11
Olá minha querida amiga Just. Moment. Obrigado por vires. Olha minha querida amiga. Não minto, e não tenho vergonha de confessar, que ainda hoje não sou capas de me lembrar desta História, que já tem mais de 50 anos, sem se me arrasarem os olhos de água. Foi uma coisa que me doeu muito para ultrapassar. Hoje já só existe metade da História, mas ainda me dói muito quando penso, eu não tenho culpa de assim ser, e nem assim sou porque me dá algum prazer, mas, também ainda não fui capaz de me desligar ou de me despir, deste sentimento, ou no mínimo aceitar como um sonho irrealizável. Sempre que me lembro dá-me um aperto na garganta. Que me provoca uma dor insuportável. Ela já não pertence ao mudo dos vivos, há 9 anos, mas não a castiguei com a promessa que lhe fiz. Ofereci-lhe um bonito ramo de rosas vermelhas. No dia do seu funeral. E Um filho que ela cá deixou, chorou abraçado a mim, quando me viu chorar. Um beijinho Eduardo.


De maripossa a 8 de Agosto de 2009 às 18:57
Eduardo. Por vezes nem palavras temos para articular e falar sobre os sentimentos! Adorei ler e talvez seja tarde para recuperar o perdido no tempo? mas que ficou gravado no teu coração, adorei ler. Numa pequena passagem vim dar um olá a um amigo querido, para a semana estarei em casa.
Beijinho de amizade e bfs Lisa


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 10:53
Olá minha querida amiga Lisa. Obrigado por vir, quanto a esta História, confesso sem me envergonhar, que ainda hoje não consigo pensar nesse tempo. sem chorar. Eu não tenho culpa de Não me conseguir desfazer de um passado que já não pode ter volta. Foi com os olhos rasos de agua, que publiquei este poema, E com uma nostalgia tão grande que me aperta a garganta. mas depois de o publicar, pareceu-me que revivi num passado, que embora já metade morto e metade enterrado, ainda me deu algum alento, e alguma ilusão que ainda não consegui despir, de mim. É uma ferida que 50 anos depois de aberta, ainda não fechou. Um beijinho amiga E gostei muito de saber que gostou. Eduardo.


De maripossa a 10 de Agosto de 2009 às 19:29
Amigo Eduardo. O amor é lindo seja no passado ou no presente, jamais deve ficar amordaçado no coração,estas palavras foram lindas demais para guardar.
Beijinho e tudo de bom Lisa


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 21:06
Olá amiga Lisa. Obrigado pelas suas palavras, de carinho e compreensão, eu quando vi o impacto que este poema teve cheguei a arrepender-me do o publicar, mas felizmente teve um bom acolhimento e está a ser muito acarinhado por toda a gente que me lê. Ma s, é um pouco penoso ainda para mim falar e pensar nisso. Porque ela era médica e assistiu-me no hospital do desterro, numa situação muito grave em que eu lá entrei, e ela porque era humana errou e fez o diagnóstico errado. E isso deu para que eu podia ter morrido. E ela dando-se conta do erro que cometeu, embora na altura se eu tivesse morrido era só mais um, ela mesmo assim assumiu o erro e passou a morar na beira da minha cama. E quando me apanhou fora de perigo contou-me tudo e disse-me que nunca se perdoaria se eu morresse, deu-me tanto carinho e tanto amor, que eu me apaixonei cegamente por ela e eu dizia-lhe que ela não me queria, por causa do estatuto social, e ela dizia que não, mas que não estava preparada para dividir o amor dela com o filho e comigo. E nunca aceitou tentarmos ser felizes. Até o filho lhe disse porque ela não tentava e se não desse ia cada um para seu lado, o filho dela era da minha idade, mas ela não aceitou nunca. Eu estou a massacrar a amiga sem jeito nenhum Desculpe. Um beijinho e tudo de bom Eduardo.


De MIGUXA a 9 de Agosto de 2009 às 01:19
Eduardo,

Amigo recordar é viver e quando o que fica na nossa memória consegue preencher com sucesso momentos da nossa vida tanto melhor.

Gostei imenso do poema e a música "Memories" é linda - conheço-a interpretada pela Bárbara Streisand

Noite serena
Beijo ternurento
Margarida


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 10:36
Olá amiga Margarida. Obrigado por vir. Negá-lo para quê? Sim fico muito feliz, quando tomo conhecimento que as pessoas gostam do que publico. muito obrigado. um beijinho com muito carinho e amizade sincera. Eduardo.


De ஜॐ♥ஜ___Estrelinh@___ஜॐ♥ஜ a 9 de Agosto de 2009 às 11:05
Bem amigo...
tens o dom da palavra, e andavas tu escondido,
lindo o que escreveste, lindo mesmo,adorei e vou levar, beijosss


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 11:20
Olá minha querida amiga Estrelinha. Obrigado por vires. Olha minha querida amiga. Não minto, e não tenho vergonha de confessar, que ainda hoje não sou capaz de me lembrar desta História, que já tem mais de 50 anos, sem se me arrasarem os olhos de água. Sim porque esta à semelhança de quase tosas as que conto, é uma História verdadeira. Foi uma coisa que me doeu muito para ultrapassar. Hoje já só existe metade da História, mas ainda me dói muito quando penso, eu não tenho culpa de assim ser, e nem assim sou porque me dá algum prazer, mas, também ainda não fui capaz de me desligar ou de me despir, deste sentimento, ou no mínimo aceitar como um sonho irrealizável. Sempre que me lembro dá-me um aperto na garganta. Que me provoca uma dor insuportável. Ela já não pertence ao mudo dos vivos, há 9 anos, E não fui capas de a castigar com a promessa que lhe fiz. Ofereci-lhe um bonito ramo de rosas vermelhas. No dia do seu funeral. E Um filho que ela cá deixou, chorou abraçado a mim, quando me viu chorar. Um beijinho Eduardo. P. S. Fizeste muito bem em levares. fico feliz por isso. beijo.


De ஜॐ♥ஜ___Estrelinh@___ஜॐ♥ஜ a 9 de Agosto de 2009 às 11:36
Sabes Eduardo...
Ao ler este teu poema composto por quadras, arrepiei-me e senti que era veridico, nem mesmo que o negásses eu acreditaria, pois senti que era bem real, e fizeste bem, no ultimo dia da sua estadia na terra lhe teres oferecido um ramo de rosas, ainda por mais vermelhas o simbolo da paixão, doeu? magoou? sofreste? sofres? mas aposto e acredito que ficou mta coisa boa, guarda-a bem no coração, pk um amor assim só acontece uma vez na vida e ele alimenta-se no teu coração há 50 anos como tu mesmo dizes, não chores...sorri...pk existe no teu coração, com mágua sim, mas existe...

Beijinho grande de carinho e amizade

ps: e levei-o mesmo sim.


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 11:50
Olá amiga estrelinha. Obrigado, pelo teu apoio, e pelo teu carinho. Foi das coisas mais bonitas que alguma vez me disseste. És um amor, obrigado por seres assim. Beijinho grande no teu coração de amiga. Eduardo.


De ஜॐ♥ஜ___Estrelinh@___ஜॐ♥ஜ a 9 de Agosto de 2009 às 11:55
Nada de lágrimas...
Sorri se faz favor, para chorona basto eu.
beijo


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 17:06
Olá amiga estrelinha. Já estou bem. É só quando esta saudade bate mesmo muito fundo é que dói mais, mas passa. São 51 anos a doer, de vez em quando. Já tem um calo muito grande. Mas felizmente cada vez a dor é mais fácil de suportar. Obrigado por te preocupares comigo amiga. Um grande beijinho. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 11:20
Eduardo

Um amor tão gande fez estragos, de certeza e ao
fim de 50 anos veio à Net. Obrigada, por o trazeres
até nós.
Congratulo-me por te ter encontrado e ao teu poema,
muito sensível, na verdade!
Parabéns,

Maria Luísa


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 11:25
Olá minha querida amiga Maria Luísa.. Obrigado por vires. Olha minha querida amiga. Não minto, e não tenho vergonha de confessar, que ainda hoje não sou capaz de me lembrar desta História, que já tem mais de 50 anos, sem se me arrasarem os olhos de água. Sim porque esta à semelhança de quase tosas as que conto, é uma História verdadeira. Foi uma coisa que me doeu muito para ultrapassar. Hoje já só existe metade da História, mas ainda me dói muito quando penso, eu não tenho culpa de assim ser, e nem assim sou porque me dá algum prazer, mas, também ainda não fui capaz de me desligar ou de me despir, deste sentimento, ou no mínimo aceitar como um sonho irrealizável. Sempre que me lembro dá-me um aperto na garganta. Que me provoca uma dor insuportável. Ela já não pertence ao mudo dos vivos, há 9 anos, E não fui capas de a castigar com a promessa que lhe fiz. Ofereci-lhe um bonito ramo de rosas vermelhas. No dia do seu funeral. E Um filho que ela cá deixou, chorou abraçado a mim, quando me viu chorar. Um beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 12:24
Eduardo

Muito comovente.
Apesar de tudo, foi uma "história de amor mal vivida"
e aceito,a tristeza que te envolve ao te lembrares,
desse episódio romântico da tua vida.

Muito bom e o Final de despedida, foi um encanto!

Beijos, Mª. Luísa

p.s.tens uma surpresa, no meu blogs, onde um anonimo me comenta com maestria.


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 12:30
obrigado amiga por teres vindo, e pelas tuas palavras de apoio e carinho. Como já te disse, não é com prazer que continuo amarrado a esta tristeza, mas nós não mandamos no coração. beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 9 de Agosto de 2009 às 14:17
Eduardo

Há coisas na nossa vida que nunca esquecemos!
Gostariamos de o fazer, mas não temos capacidades psiquicas para o fazer!
Esta é a verdade!

Mª. Luísa


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 17:11
Olá amiga Luísa. Seria muito bom que nós mandássemos no coração, muitas dores seriam superadas, mais facilmente. Beijinho e obrigado por vires-me dar alento e algum consolo. Eduardo.


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 11:26
Olá amiga Luísa. É verdade o que dizes. Mas é assim. Aquele envolvimento. Foi um drama sem sangue e sem qualquer tipo de agressão. Mas foi muito marcante e eu não fiz nada para esquecer, quando o devia ter feito. E depois ficou tarde para o fazer. Mas já está meio sanado, embora ainda me faça choramingar de vez enquanto já não nada de grave. Foi uma história do tipo Romeu e Julieta. Só que ali a Julieta não estava perdida, só o Romeu é que estava. Obrigado por vires amiga. Beijinho Eduardo.


De M.Luísa Adães a 10 de Agosto de 2009 às 19:05
Eduardo

Quando se ama e se perde esse amor, é como se o mundo tivesse deixado de existir.

Eu tive em solteira, um amor desse género e quando
o individuo se foi embora, para casar com outra pessoa, eu morri! Estava viva, mas tinha morrido, era muito, muito nova.
Esse desgosto, passou completamente , sem deixar
vestigios no meu sentir, ao fim de 5 anos.

Incrível, mas verdade! Só depois de tudo passar por mim e chegar o esquecimento total e completo é que
olhei à minha volta, liberta de tudo e recomecei a
minha vida.
Mais tarde, não muito mais, casei e aquela pessoa,
já nessa altura tinha desaparecido de mim como se
nunca tivesse existido.
Mas durante 5 anos morri!...

Aí tens uma história de amor que durou 5 anos que
pareceram séculos.
Hoje, nem das feições dele me lembro!
Um espanto, não é? Eu era poeta e ele era um idiota!

A pessoa com quem casei, por amor, neste meu jeito de amar, tem sido para mim um encanto, o máximo
da minha vida.
E sente-se orgulhoso de mim, por eu escrever.

Dava um bom romance, mas eu não tenho jeito para
romancista e não perdia o meu tempo e a minha
inteligência, a escrever a história de um canalha que
não prestava para nada como pessoa.

Não foi "Romeu e Julieta", mas dá para entender o
teu desgosto que não passou a 100% .

Como vês, atiro para o romântico.

Beijos,

Mª. Luísa


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 20:51
Olá amiga Luísa. Sabes amiga. Sem querer menos prezar o teu caso, este meu caso foi muito dramático, porque e eu fui para de imergência a um hospital onde ela era médica, e ela é que me assistiu, e enganou-se no diagnostico e eu não morri por milagre embora na altura se eu tivesse morrido, não havia qualquer problema para ela, era só mais um que tinha morrido. Mas mesmo assim ela assumiu a sua culpa e passou a morar junto da minha cama, e quando eu já estava livre de perigo, ela sentou-se um dia na minha cama e contou-me tudo o que se tinha passado. E disse-me que nunca se iria perdoar se eu tivesse morrido. E isto criou entre mim e ela um laço que veio a dar o que deu ela alegava que não deixava de dar todo o amor dela ao filho para dividir comigo, e eu dizia-lhe que ela não me queria põe causa do estatuto social, e ela jurava a pés juntos que não, mas eu fiquei sempre com essa ideia. O filho que me adorava e eu a ele, eu era um miúdo tinha 20 anos a idade do filho dela, mas ela não aceitou. ele chegou a dizer à mãe porque não tentam, se não der vai cada um para seu lado, mas ela não aceitou. Aquilo foi muito complicado para mim, porque eu nunca tinha tido carinho a sério como ela, me deu. Carinho e amor Maternal. Que eu não soube distinguir. Olha amiga estou a massacrar-te com coisas que já têm barbas brancas. Desculpa. Um beijinho e tudo bom para ti. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 12 de Agosto de 2009 às 00:41
Eduardo

Ela tinha mais 20 anos que tu? E foi o primeiro amor da tua vida? E foi ela que morreu há 9 anos?
Tantas perguntas, mas respondes se quiseres...
E o filho dela tinha a tua idade?

Mas que grande romance, se assim é, como eu estou a dizer. Já agora, conta o final desse encontro, se
possível. Parece-me que és um romântico!

Maria Luísa


De Fisga a 12 de Agosto de 2009 às 10:32
Olá amiga Luísa. Já vi que a história te parece rocambolesca. E é. Eu fui internado de urgência, no hospital do desterro em Lisboa, com uma apendicite aguda, Fui atendido pela Dra. Madalena, que me diagnosticou uma infecção intestinal, e mandou-me internar, Fui internado e comecei a ser tratado como tendo uma infecção intestinal. Ao segundo dia de internamento entrei em delírio com a febre. Fui de novo observado e examinado. Aí sim foi-me diagnosticado uma apendicite aguda, em estado de já inicio de envenenamento do aparelho digestivo. Fui levado de urgência para o bloco operatório, sem qualquer preparação, e fui operado de urgência. Estive no S. O. Três dias sem qualquer tipo de visitas. E ao fim de três dias, regressei, à minha cama na enfermaria. Já em meu juízo perfeito. Logo pouco tempo depois fui visitado pela Dra. Madalena. Que se sentou sobre a minha cama e lavada em lágrimas me disse: Ai! Meu querido, que eu fui a causadora da tua quase morte. E disse-me, que nunca se perdoaria se eu tivesse morrido. E ficou três noites junto da minha cama, independentemente de estar ou não de serviço. Quando eu já estava quase bom, ali me contou tudo o que se passou. E disse-me quando tiveres alta, quero que vás jantar um dia a minha casa comigo e com a minha família. E assim aconteceu. Concluí que a família dela era um filho com 20 anos de idade, a mesma idade que eu. SE eu quando saí do hospital, já ia apaixonado por ela que me tinha dado mais mimos e feito mais carinhos naqueles 2 meses, quando tomei conhecimento da situação dela, de divorciada, e com um filho a seu cargo, aí fiquei caidinho, de todo, Eu que nunca tinha saboreado o gosto dos carinhos maternais e amizade de alguém que se quer muito, Entendi tudo mal e declarei-me a ela. Ela sempre com um grande carinho e ternura, tentou explicar-me, que nunca mais iria ter ninguém na vida dela, era essa a sua decisão no dia do divórcio e que o seu amor seria só e apenas para o seu filho. Mas eu nunca fui capaz de entender isso e nem quis aceitar. E andei 3 anos sobre ela para tentar convence-la até o próprio filho lhe disse: Mãe porque não tentas e se não der volta tudo ao mesmo? E a mãe disse para o filho: A minha vida não permite que eu seja de meias tintas, e eu decidi que seria assim. E foi quando eu me desliguei dela, e praticamente nunca mais nos vimos. Mas o filho quando ela faleceu, mandou um primo procurar-me e dizer-me que a mãe dele tinha falecido. E eu fui ao funeral, e ao contrário do que tinha prometido levei-lhe um ramo de flores vermelhas. E na hora de ela descer a terra eu não me contive e chorei, e o filho veio com a restante família que eu não soube quem eram e abraçou-me e deu-me força. Ela estaria com 73 – 9 = a 64 + 40= Ela teria 104 anos. Eu tenho estado a enganar as pessoas. Porque tenho falado em 90 e tal anos e não era eram 104 anos Espero que as pessoas a quem eu já enganei, me desculpem porque não foi com qualquer maldade que o fiz. Olha amiga desculpa o relatório, mas espero ter satisfeito a tua curiosidade. Um beijinho. Eduardo.


De M.Luísa Adães a 13 de Agosto de 2009 às 20:26
Eduardo

A história não é rocambolesca, mas sim romântica!

Acredito no amor dela por ti, mas a razão ultrapassou
o sentir e relacionou-se, com a grande diferença de idade.
Creio que ela sofreu muito!
Encontrar o verdadeiro amor numa pessoa com a idade do filho... Que coisa tão estranha, dá para pensar!
Se me fosse possível, escrevia esse romance, à
minha maneira, mas tinha de ser muito bom!

Obrigada por contares mais esse pormenor ,de uma vida repleta de coisas incomuns.
Vou pensar!

Beijos da, Maria Luísa


De Fisga a 13 de Agosto de 2009 às 20:38
Olá amiga Luísa. Obrigado por teres vindo, mais uma x. Olha, Eu nunca tinha pensado que o facto de eu ser da idade do filho, poderia ter tido influência. Mas se calhar até teve. Olha já agora ainda te dou mais uma achega, Eu emprego o termo Divórcio, e de facto, e segundo ela o divórcio existiu mesmo. Mas foi na Dinamarca. Foram divorciar-se na Dinamarca. Quanto a escreveres, minha amiga, estás à vontade para o fazeres, e se eu te poder ajudar em algo será com todo o prazer que o farei. Pese embora o facto de eu pensar que gora já te contei tudo, sem falhar nada. Mas nunca se sabe. Já lá vão muitos anos. Beijinho Eduardo.


De Just Moments a 9 de Agosto de 2009 às 12:58
Amigo..

Ao ler a Tua resposta confesso que fiquei

Que bela história..mal vivida, mas nunca esquecida!

Uma linda para Ti..pela pessoa que és..

Beijinhos


De Fisga a 9 de Agosto de 2009 às 17:18
Obrigada amiga pelo apoio, amizade e carinho. Demonstras. Dói muito e não vai embora quando nós queremos mas sim quando ele quer. Obrigado, pela força. És um amor de pessoa. Beijinho no teu coração. Deste amigo Eduardo.


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 11:19
Olá amiga just. Moment. É assim amiga. Não é fácil é explicar e menos ainda de entenderes, o que foi aquele drama. Nós conhecemo-nos num hospital em condições muito dramáticas para mim. E ela como médica que era assistiu-me e cometeu um erro muito grave, que me podia ter mandado desta para melhor. Naquele tempo se isso acontecesse era só mais um óbito, e nada acontecia ao médico. Mas ela ao dar-se conta do erro que tinha cometido, assumiu as responsabilidades voluntariamente e passou a morar junto da minha cama, e criou-se uma cumplicidade entre nós que deu para eu me apaixonar por ela, porque ela vivia só com um filho que era o menino querido dela. E eu estava de tal forma cego com ela que não reparava que os nossos estatutos sociais, não se comparavam. Mas segundo ela, não foi essa a causa da recusa dela em me aceitar, foi sim o apego que ela tinha ao filho, que era o menino dela mesmo tendo já 21 anos. O próprio filho lhe disse na minha frente, porque ele estava por dentro do nosso envolvimento, disse Ó mãe. Porque não experimentam e se não der certo voltam ao antes. E ela manteve-se sempre firme e eu completamente cego. Enquanto a mãe foi viva, nós fomos sempre muito amigos, os três. Depois nunca mais nos vimos. Porque o pai dele era médico em Coimbra, e ele foi para o pé do pai após a morte da mãe. Mas aquilo não foi um Romeu e Julieta, aquilo foi um drama sem sangue nem agressões de qualquer espécie. Amiga Um beijinho deste amigo Eduardo.


De linhaseletras a 9 de Agosto de 2009 às 23:40
Boa noite, Que lindas quadras de Amor, e que grande Amor esse que perdurou durante tanto tempo, pena que não tenha sido vivido.
Um bom inicio de semana para si.
Idalina


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 11:32
Olá Da. Idalina. É assim. Há um ditado antigo que diz. Quem mais juízo tem, melhor governa. Ela era médica e eu nunca parei para ver que os nossos estatutos sociais não se coadunavam, e ela pensou sempre, embora o negasse, ela dizia que todo o amor dela estava virado para o filho, a pesar de ele já ter 21 anos na altura. Eu pensava o contrário do que ela me dizia, mas não posso garantir que o que eu pensava é que estava certo. Obrigado por vir. E até amanhã. Eduardo.


De Ana a 10 de Agosto de 2009 às 13:21
Porque será que o verdadeiro amor tem sempre que nos fazer sofrer?
Apesar de ser um amor antigo notasse que bastante sentido e sofrido amigo.
Beijinho


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 15:47
Olá Ana. É amiga, tens razão. Amores destes. Só existem uma única vez. Já lá vão 50 anos e se outros apareceram que me fizeram pensar, este foi um verdadeiro drama sem sangue nem ofensas, porque o respeito imperou sempre. Mas ainda hoje me fás chegar as caganitas aos olhos. Foi um Romeu e Julieta, mas sem Julieta. É o destino. Quem eu quero não me quer. E quem me quer mandei embora. Beijinho Eduardo.


De Ana a 11 de Agosto de 2009 às 10:12
Mas isso é próprio do ser humano, insatisfeito por natureza!!!!
beijos


De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 10:20
Olá amiga Ana. Desculpa-me a correcção, mas eu diria. O ser humano confundido, e não insatisfeito. porque eu nunca tive um minuto para tentar discernir o que era que não permitia a nossa aproximação. Eu entrei em obsessão incontrolada. Beijinho Eduardo.


De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2009 às 17:49
Que grande paixão por uma mulher mais velha, amigo! Eras muito D. Juan, não eras?
Caramba! Tu tens aí, nesses slides do lado direito, um passarinho igualzinho ao Pepe! Onde diz "ajuda-os a sobreviver"! É exactamente igual!
Abraço grande... parece-me que não o ajudei lá muito, mas não quero sentir-me culpada. Ele teria morrido de qualquer forma...


De Fisga a 10 de Agosto de 2009 às 20:33
Olá amiga João. Pois talvez seja mesmo ele este slid que eu tenho no blog, é da arca dos animais, por isso até pode ser mesmo ele. Não te culpes por o passarinho ter morrido, deixa lá ele morreu como um passarinho. Abraço Eduardo.


De Eduardo a 10 de Agosto de 2009 às 20:34
Olá amiga João. Pois talvez seja mesmo ele este slid que eu tenho no blog, é da arca dos animais, por isso até pode ser mesmo ele. Não te culpes por o passarinho ter morrido, deixa lá ele morreu como um passarinho. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2009 às 11:27
Pois... e por ironia do destino, exactamente como os estereótipos mandam: na barriga do gato!
Quinto abraço!...eu hoje estou a contá-los... vamos lá ver se não me perco nas contas.


De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 21:32
E eu para te mostrar que não quero os meus créditos por mãos alheias, e levando em consideração os estereótipos do gato Aí vai o sexto abraço, ou um sexto de abraços.


De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2009 às 14:35
Hoje já devemos ter dado outros tantos, amigo! :))
Por aqui comemora-se o Dia da Juventude. Há miúdos
de todos os tamanhos a brincar numa piscina amovível
que aqui foi colocada para os jogos... aqui na sala, não :))) lá fora, no pátio. Está tudo alegre, é contagiante!
Mais abraços!


De Fisga a 12 de Agosto de 2009 às 19:01
E tu tens a coragem de estar a ver e não ires para junto deles brincar também? Eu já lá estava à muito tempo se estivesse aí. Mais um abraço. Eduardo.


De Fisga a 12 de Agosto de 2009 às 19:33
E tu ainda aí estás? Esperas por quem, que não vais para junto dos putos, brincar também? Se fosse eu já lá estava há muito tempo. Lá vai mais um Abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 13 de Agosto de 2009 às 11:33
Ah... eu estava muito cansadota e eles andavam aos pulos, todos contentes... mas se fosse numa daquelas alturas em que estou menos cansada, era mulher para me enfiar na piscina com os miúdos! :)))
Olha lá, amigo, tu nem reparaste no que eu fiz ao template do poeta ou não gostaste e ficaste caladinho?
Abraço grande!


De Fisga a 13 de Agosto de 2009 às 20:06
Olá amiga João. Obrigado por vires. A quem o dizes. Que é bom, lembrar o passado. Mas é quando o passado, é feito de boas recordações. Um abraço. Eduardo.


De poetaporkedeusker a 14 de Agosto de 2009 às 12:21
Ah! Mas todos temos boas e más recordações! Eu tenho péssimas recordações. Terríveis, mesmo, mas aprendi a não me deixar dominar por elas. Todas as coisas passam, amigo. Todas mesmo.
Não nos é nada útil deixar que as piores recordações sejam as fundações em que construímos o edifício da vida. Sorri lá, anda!
Abraço cheio de boas recordações.


De Fisga a 14 de Agosto de 2009 às 19:05
Olá amiga João. Obrigado pela força. Mas isto já foi um drama, agora é só uma recordação. Abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 17 de Agosto de 2009 às 17:45
Amigo, eu pedi-te um sorrizinho, não uma choradeira!
Sorri! please!?
Abraço!


De Fisga a 22 de Agosto de 2009 às 16:13
Olá amiga João. Olha desculpa ser assim, mas eu estive a pensar, e a conclusão a que cheguei para eu ser assim tão chorão, é que eu sou o mais velho da irmandade, será que eu fui feito a chorar? É uma possibilidade! Mas olha amiga, não ligues. Um abraço Eduardo.


De poetaporkedeusker a 24 de Agosto de 2009 às 15:21
Será? Serás tu o mais velho daqui, dos blogs? Não me parece, amigo. Tu gostaste foi do "sapinho lacrimoso" e toca de o usares! :) Mas estás bem disposto, não estás? Parece-me que sim...
:)
Abraço grande!


De rosafogo a 10 de Agosto de 2009 às 23:42
Sou a ultima mas os últimos são os primeiros, como achei lindos os teus versos, isso é que foi um verdadeiro Amor. É lindo teres esssa idade e ainda recordares esse amor com tanta ternura , só te fica bem, e se chorares não te importes só os bons de coração sabem o que é amar que é bem diferente do só desejo. Amar é lindo e dá graças a Deus porque nem todos experimentam de verdade esse sentimento
que hoje se troca por dinheiro, por isso amigo lembrança bonita esta, meus parabéns e olha sê feliz,faz tudo para seres feliz.
É isto que te desejo.
tua amiga
natalia



De Fisga a 11 de Agosto de 2009 às 10:13
Olá minha querida amiga Natália. Como muito bem dizes, os últimos são os primeiros. Por isso vou-te aqui resumir a minha história com a dita Sra. Eu dei entrada em estado muito grave, no Hospital do desterro em Lisboa onde morava. Com uma apendicite aguda, Quase em putrefacção Fui atendido por uma médica que estava de urgência e que para mal de nós os dois, ela fez um diagnóstico errado. Esse diagnóstico errado ia-me custando a vida, estive mesmo entre as portas da morte. E essa médica em desespero derradeiro, pediu por mim e resolveram operar-me quando já esperavam que eu me ficasse na operação. Embora naquele tempo se eu tivesse morrido, era só mais um que tinha morrido, nada acontecia a ninguém. Mesmo assim ela ao tomar conhecimento que tudo não passou de um erro dela, ela assumiu a sua culpa voluntariamente e durante três noites a cama dela foi à minha cabeceira. Só foi para casa quando eu fiquei livre de perigo. E depois com uma bem visível alegria no rosto, contou-me tudo o que se tinha passado. E até eu sair, ela foi para mim muito mais que uma mãe muito querida. E eu com 20 anitos, era um miúdo completamente verde e farto de sofrer, Apaixonei-me loucamente por ela. E vivi aquele Romeu e Julieta mas sem Julieta, durante cerca de três anos. E depois concluí que não valia mais a pena lutar, mas nunca consegui esquece-la. Até hoje. Foi muito duro para mim, perde-la sem nunca a chegar a ter. Desculpa o relatório, mas ficas mais bem identificada, sobre este drama, que para mim, oi mesmo um drama. Um beijinho deste amigo. Eduardo.


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