Sábado, 15 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

 

EU FIFI

Ao ver tudo aquilo, a minha primeira lembrança foi, como eu gostava, de poder mostrar tudo isto à minha grande amiga Albertine. Mas provavelmente nem nunca mais a verei. Então pus a minha cara mais meiga que eu sei por e olhei para a Mme. Cacharel com muita ternura e ela percebeu que u lhe estava a agradecer. A Mme. Cacharel mandou a empregada Esmeralda e disse: Esmeralda, vá arranjar umas sopinhas de leite, meio gordo para a fifi mas atenção o leite é só morninho, para a ffi não se queimar, e você Michel, vá por água na tigelinha da fifi, e ponha junto da cama, faça-lhe a caminha e ponha uns biscoitos na tigelinha da comida para ela se entreter enquanto se fás o jantar. Eu estava tão contente que só me apetecia era que a Mme. Diplomata fosse lá de visita para ver o carinho com que eu estava a ser tratada em casa dos Cacharel. Enquanto se fazia o jantar, a Mme. Cacharel sentou-se na sala mais o marido, o Sr. Rodolfo Cacharel e começaram a falar, sobre mim, então a Mme. Dizia: o que você acha de pensarmos em arranjar um namorado para a fifi? Eu quando ouvi o que a Mme. Disse, toda eu tremi, pois o trauma daquele encontro com aquele brutamontes que quase me rebentava toda, ainda estava bem marcado na minha memória, e eu sem saber nada destas coisas pois tive a infelicidade de ficar sem a minha mãe tão cedo e nunca tive ninguém que me explicasse nada sobre as relações sexuais entre gatos, isto deu para só me apetecer fugir e voltar Mara casa dos Diplomata, e como saber o caminho? Bom deitei um olhar de censura à Mme. Cacharel que ela percebeu como se eu falasse para ela que tinha medo, mas ela não sabia nada da má experiência que eu tinha tido, nem sequer sabia que eu já não era virgem, não sabia que eu já tinha sido alvo de uma gravidez mal sucedida.    

 

 


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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

EU FIFI.

Tiraram o paninho de ceda que ia a tapar o cesto, e eu muito encolhidita no fundo do cesto a olhar para a Mme. Cacharel, que fez questão de me fazer entrar na nova família. Pegou-me com todo o carinho e cuidado, e exibiu-me à altura da sua cara e disse: vejam lá se não é uma coisinha linda e fofa?! Ai que maravilha de bichinha. Disse a criada Esmeralda. E a Mme. Cacharel disse: Meninas! Isto serve para todas. A partir de hoje e até ao dia do baptizado, ela vai ser a dona fifi, sim porque ela vai ser baptizada e depois vai ter o apelido dos Cacharel. Depois a partir desse dia será a Lady Cacharel. Depois de eu ter sido coberta de beijos, abraços e tudo o que tem a ver com carinhos, e feitas todas as apresentações, a Mme. Cacharel disse-me: E agora nós menina, vamos lá a ver o seu enchoval, a ver se gosta. Olha meu amor, esta caminha vai ser a tua a menos que não gostes dela. Trata-se de uma cama em madeira de grande qualidade disse a Mme. Cacharel, Tratar-se de madeira de faia encerada coisa linda, com um colchão de espuma, forrado com um tecido muito fofinho que, disse a Mme. É de cetim dois lindos lençóis de flanela muito fina, dois cobertores de algodão e uma colcha também muito linda com dois lados utilizáveis e de cores diferentes. É um sonho de cama. Isto aqui, é a tua tigelinha para o teu comerzinho, é de loiça muito boa, o aço inox é o que se usa mas tem uns rebordos esquisitos onde acumula gorduras que acabam por ser uma coisa pouco higiénica. A tua tejelinha para a água é da mesma loiça, A tua banheira para os teus banhos matinais é de esmalte azulinho, e finalmente o teu W.C. Todo em madeira de cerejeira e forrado com Plástico próprio. Agora diga de sua justiça gosta? Você aqui vai ser uma princesa e o seu reino vai ser a casa Cacharel.

 

 

 

 


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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

 

EU FIFI

Passados alguns minutos, a Mme. Diplomata regressa com um cesto de verga na mão tapado dom um pano branco de seda pura, e cosido á volta do cesto. E virando-se para a Mme. Cacharel disse: Isto é uma oferta minha, para a Mme. Que me merece todo o respeito e atenção. A Mme. Cacharel, agradeceu e disse: mas não era preciso nada, a minha vinda cá foi só para lhe dar um beijo e pormos a conversa em dia. A Mme. Diplomata segredou-lhe ao ouvido. É a fifi, é uma atenção minha, mas não comente com ninguém, e trate muito bem dela que ela é uma querida. E eu dentro do cesto muito caladinha e quietinha, para não dar bandeira, que eu apesar de de saber que ia chorar muitas lágrimas pelas minhas amigas lá da casa, parece que ainda não estava a acreditar que me ia ver livre daquela peste da Mme. Diplomata. As tive uma pena enorme de não me poder despedir da Albertine, que só eu sei. Ao chegar a casa a Mme. Cacharel, poisou o cesto com muito cuidado no chão e disse para a Leila. Tome conta deste cestinho e não deixe que alguém se aproxime dele, porque tem aqui uma prenda que vale ouro. Eu vou à rua comprar uma caminha e um W.c. para o bichinho. !E que bichinho é? É uma gatinha chamada fifi, é a coisa mais linda que eu já vi! Ai que bom eu gosto tanto de gatos. Pois mas esta é uma gata. Eu muito quietinha dentro do cesto, embora não visse chegada a hora de sair de lá, só por adivinhar a recepção que m esperava, eu não cabia dentro da minha pele. Uma cave faz a porta abrir-se! Ora aqui está o principal para a dona fifi entrar na sua nova família. Vamos lá então proceder à entrada do último e mais querido membro da família.

 

 


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Domingo, 9 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

 

 

EU FIFI

Passados alguns minutos, a Mme. Diplomata regressa com um cesto de verga na mão tapado com um pano branco de seda pura, e cosido á volta do cesto. E virando-se para a Mme. Cacharel disse: Isto é uma oferta minha, para a Mme. Que me merece todo o respeito e atenção. A Mme. Cachrel, agradeceu e disse: mas não era preciso nada, a minha vinda cá foi só para lhe dar um beijo e pormos a conversa em dia. A Mme. Diplomata segredou-lhe ao ouvido. É a fifi, é uma atenção minha, mas não comente com ninguém, e trate muito bem dela que ela é uma querida. E eu dentro do cesto muito caladinha e quietinha, para não dar bandeira, que eu apesar de de saber que ia chorar muitas lágrimas pelas minhas amigas lá da casa, parece que ainda não estava a acreditar que me ia ver livre daquela peste da Mme. Diplomata. As tive uma pena enorme de não me poder despedir da Albertine, que só eu sei. Ao chegar a casa a Mme. Cacharel, poisou o cesto com muito cuidado no chão e disse para a Leila. Tome conta deste cestinho e não deixe que alguém se aproxime dele, porque tem aqui uma prenda que vale ouro. Eu vou à rua comprar uma caminha e um W.c. para o bichinho. !E que bichinho é? É uma gatinha chamada fifi, é a coisa mais linda que eu já vi. !Ai que bom eu gosto tanto de gatos. Pois mas esta é uma gata.

 


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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

EU FIFI

A seringa que eu estava a preparar, era para lhe averbiar o tempo de sofrimento, porque só eu entendia a agonia em que a bichinha estava. Sorri para ele e emiti uns ronrons como que lhe disse, olha a sorte que eu tive. Por mais de uma semana, estive num estado mesmo miserável, mal conseguia dar alguns passos, não podia respirar fundo, não podia articular a minha coluna vertebral para fazer a minha ijiene, era um sofrimento atroz. Entretanto apareceu Mme. Diplomata, e disse: Esse animal tem que ser levado para uma casa onde nós não tenhamos contacto com ele! É perigoso estar junto de nós, deve estar cheia de febre. Albertine respondeu: Mme. Ela não está bem e se ela começa a ser mal tratada, eu e a grande maioria dos criados abandonamos esta casa. Com um fungar altivo, Mme Diplomata deu meia volta e entrou no aposento. Nas cozinhas lá em baixo, algumas das mulheres mais idosas, vieram ter comigo e dizer-me que estavam muito felizes por eu estar melhor. Entretanto, lembrei-me das palavras da velha macieira, que me disse isso não é o fim. Agora eu também sei que não é o fim. Agora já estou melhor e já me ausento por algum tempo para mais longe da minha cama, já vou até ao jardim de vez enquando oiço vozes dizerem então a fifi? ela já está bem? Isso me deixa muito feliz, porque sei que sou muito querida pela maior parte das pessoas naquela casa.

 


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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

EU FIFI.

Albertine humedeceu a minha boca com água, porque eu a partir do acidente, empalidecia em frente do leite, dia após dia ela ia-me persuadindo a comer. Um dia o veterinário disse; Não há esperança nenhuma, ela vai mesmo morrer. Não vai durar mais que um dois dias. Entretanto eu entrei em coma. Mesmo em coma, a certa altura pareceu-me ouvir o ranger dos galhos das arvores. Gatinha? Dizia-me a macieira, tem calma, isto não é o fim. Entretanto, ruídos estranhos zuniam na minha cabeça. Vi uma luz amarela e muito brilhante. Vi coisas maravilhosas e até senti o cheiro dos prazeres do céu. Gatinha, murmuravam as árvores, isto não é o fim. Você tem um objectivo na vida gatinha. Você vai terminar os seus dias em muita alegria, mas ainda não é agora. Isto não é o fim. Certo dia, acordei muito fatigada, abri os olhos e levantei a cabeça um pouco, e vi Albertine chorando, ajoelhar-se junto de mim e com todo o carinho ofereceu-me um bocadinho muito fino de galinha cosida. O veterinário estava a uma mesa, a encher uma seringa. Aceitei um pedacinho de galinha, depois de algum tempo com o bocado da galinha na boca, lá o consegui engolir, mesmo por mastigar. – Isto foi um milagre! Sr. Doutor, disse Albertine. O veterinário voltou-se e ao ver-me acordada ficou boquiaberto, sim pode-se dizer que foi um milagre.

 

 


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Sábado, 1 de Novembro de 2008

A MINHA VIDA COM

 

 

EU FIFI

Em certo dia, eu estava sentada perto da ordenhadora, que falava comigo acerca do seu novo namorado. E eu ronronava para ela como que a dizer-lhe que tudo ia dar certo. De repente houve um grito de romper os tímpanos. Como se fosse o grito de um qualquer gato a quem pisassem a cauda. A Mme Diplomata entrou no estábulo, a dizer que não queria gatos por perto da ordenha, você ainda nos envenena a todos. E pegando numa jarra de cobre que estava à mão, atirou-me com ela com tanta força, apanhou-me num flanco, provocando-me uma dor que parecia que eu ia morrer. Quase me matava. Eu com o susto, saltei atabalhoadamente e sem querer fui cair dentro da vasilha do leite. Nisto apareceu a Albertine que pegou na vasilha do leite e a entornou, ficando o chão meio rosado com o sangue que se tinha já misturado no leite. Albertine, com todo o carinho pegou-me ao colo e gritou, alguém que chame o veterinário de urgência. Entretanto, eu desmaiei. Quando acordei estava no quarto de Albertine, dentro de uma caixa muito bem forrada e aquecida, tinha três costelas partidas, e tinha perdido os meus filhinhos. Por algum tempo fiquei muito doente. O veterinário vinha ver-me com frequência, a Albertine disse-me que ele tinha dito palavras muito duras à Mme. Diplomata, como: isto foi uma crueldade, o que a Mme. Fez. As pessoas não vão gostar de saber o que se passou. E não hesitarão em dizer que a Mme. É uma pessoa muito má.

 


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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A MINHA VIDA COM

 

Eu fifi

De manhã, Albertine se vestiu e desceu as escadas. Vieram de lá os sons de muita agitação, muitas vozes altas. Da janela vi Gaston, o chaufeur, dando alto polimento no grande automóvel renault. Depois disso, desapareceu, voltando pouco depois, envergando o seu melhor uniforme. Dirigiu o carro até à entrada da frente, e os criados encheram o compartimento da bagagem com muitos volumes. Acocorei-me mais; Monsieur le Duce Mme. Diplomatas embarcaram nos veículos foram levados por Gaston. O ruído lá em baixo, aumentou, mas desta vez era a comemorar algo. Abertine, subiu as escadas arquejando, o rosto vermelho, cheia de felicidade e de vinho. Eles foram-se embora figisinha! Vamos estar livres toda a semana, livres desta tirania, agora vamos nos divertir. Pegou-me ao colo e levou-me para o pavimento de baixo, onde decorria uma grande festança, de comemoração. Por uma semana, nós vamos todos ronronar juntos. A semana pareceu andar a contra relógio, e os nossos semblantes passaram a andar carregados, pois a Mme. Diplomata estava a chegar, ela era o problema número um naquela casa. O tempo foi passando e eu cada vez mais pesadona, agora os meus filhotes começavam a agitarem-se dentro de mim. Os meus movimentos começaram a ser cada vez mais difíceis.

 


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