Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

OUTROS TEMPOS OUTRAS VIDAS

 

OS VERDES ANOS

Há quem lhes chame assim. Os verdes anos, mas a verdade é que verdes ou maduros, são os anos de ouro, de qualquer ser humano. Aqueles anos em que tudo serve de divertimento, tudo serve para dar prazer ao corpo, e vida à alma. Quem não se lembra de quando era jovem, e após um duro dia de trabalho, chegava a casa tomava um bom banho e comia algo à pressa e lá vai ele ou ela a caminho da sociedade ou dos salões de baile como os Alunos de Apolo, o Arroios e outros para dar o seu pezinho de dança, não havia cansaço que se manifesta-se. Hoje como tudo é diferente. Ou se vai ver a novela, ou outra coisa qualquer. Ou então vão para a curte Que pode acontecer nos mais variados locais desde a própria casa até à discoteca, mas a curte de hoje não parece nada igual à curte do meu tempo. Agora parei e pensei… Eu bem vistas as coisas, não me importava nada de estar agora em idade de curtir. Era sinal que era jovem. Mas é daquelas coisas que já estão remediadas por natureza. E se alguém espera que eu me mate como o meu amigo fez, quando se lhe partiu mola. Então pode esperar sentado, que é para não se cansar muito. 

 


publicado por Fisga às 09:00
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

MAIS UM RETALHO

A MINHA VIDA DE MINEIRO NAS MINAS DA PANASQUEIRA.

Esta era a vida de um mineiro com 17 anos de idade.

Segunda-feira ás 6 horas saia de casa a pé com o farnel para 15 dias de trabalho. Pelo meio-dia chegava às minas fazia o almoço, comia arrumava tudo para começar a trabalhar ás 15 horas até à meia-noite. No nivel de nome P8 que se situava a 1800metros a baicho da superficie do solo.Na semana seguinte o horário era das 00.00h ás 08 horas, saia no sábado de manhã tomava o caminho de casa pelo meio-dia chegava a casa, para na segunda-feira seguinte de manhã voltar para as minas.Nas minas, partilhava o quarto com um primo, meu que tinha a idade do meu pai ele era por assim dizer o meu protector. Dizia eu que partilhava o quarto com o meu primo numacaserna da companhia, e fazia-mos tudo a meias eu e ele, a comida, as tarefas da casa, era assim. Um dia em que me calhou a mim ser o cozinheiro, estava a cozer batatas com bacalhau para mim e para o meu primo, eis senão a tampa cai e fica suja de cinza, lavei e pus na panela pouco tempo depois de novo a tampa cai, eu lavei e pus na panela, à terceira vez que a tampa caiu deu-se o já premeditado crime: Peguei na tampa e como quem lança o disco fiz ela voar a mais de 100 metros de distância, foi um alívio, não ia cair mais na cinza. Mas a seguir veio o pior: Quando mais tarde fiz sopa fazia sempre em quantidade para dar para dois dias, quando fui guardar a sopa dei por falta da tampa, Lá tive que ir à procura da tampa, endireita-la o melhor que pude e soube porque estava toda machucada, para poder tapar a panela. O prazer de ver a tampa voar para longe das cinzas não compensou o trabalho de bate-chapa que ela me deu para a reaver. Moral da história, os prazeres pagam-se.


publicado por Fisga às 15:41
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