Terça-feira, 29 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO XII

Foram os quatro para uma esplanada beber umas cervejas e afinar melhor o plano, até que chegou a hora. Dois minutos antes de o banco encerrar entraram e ficaram junto da porta tal como combinado, após o banco encerrar rapidamente os três amigos enfiaram meias na cabeça e cada um de arma em punho, um ficou a controlar os clientes e os outros dois para os funcionários e ordenaram a abertura do cofre. Os funcionários em número de oito olharam uns para os outros e um dos miúdos disse apontando para um dos funcionários, tu abre já o cofre senão és o primeiro a cair. O funcionário disse não sei o código. Então quem é que o sabe, ele apontou para um dos colegas e disse é aquele. Tu abre o cofre, o funcionário abriu o cofre e olhou para os encapuzados, tira o dinheiro e põe-o em cima do balcão sempre de braços bem estendidos. O homem cumpriu as ordens, e depois do dinheiro todo sobre o balcão… Agora vai para junto dos teus colegas. Agora enquanto um controlava os clientes, outro controlava os funcionários o terceiro guardava o dinheiro num saco. Um por um foram-se dirigindo para a zona da saída, depois de estarem os três junto da porta, a Virgínia ao ver o primeiro sair do banco pôs logo o carro em alta aceleração, logo que os três entraram no carro ela arranca a toda a velocidade e só pararam a mais de 50 kilómetros num descampado mas completamente fora de zona de habitação. Agora com calminha sem sobressaltos fizeram a divisão do dinheiro. Depois da partilha feita o whit virou-se para os três amigos e disse então seus cagarolas o que é que me dizem do meu plano? A Virgínia disse muito prazenteira estás de parabéns Whit. Pois, é agora nem sequer temos que ir ao ferro-velho. É isso conta muito.  


publicado por Fisga às 09:40
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Domingo, 27 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO XI

No dia seguinte, ao encontrarem-se como de costume, o Whit disse: Esta noite estive a pensar e nós temos que experimentar outra estratégia: No próximo ataque, fazemos assim: Eu, O Jon e O hed Vamos atacar e a Virgínia fica de vigia. Concordam comigo? É porque se ontem houvesse alguém de vigia não tinha acontecido o que aconteceu. Mas tu não estavas de vigia, disse o Hed, Pois não, eu depois de por vocês a trabalhar vou tratar de um novo plano, vocês sabem que a vida está má, mas como também temos que defender o corpo, vamos ter que fazer assim e se for preciso trabalhamos mais horas, ou então trabalhamos as mesmas horas e eu de noite em casa estudo os planos e em vez de ter 10% a mais passo a ter 15% o que acham? Gritaram todos, menos o Whit, não trabalhamos mais horas se for preciso, mas 15% isso nunca 10% por seres o chefe e mais nada. Pronto está combinado, vamos ao trabalho. E o que é o programa hoje? Disse o Jom. Bom hoje vai ter que limpar uma dependência de um banco. Os amigos gritaram muito assustados, Um banco? Sim. E como? Eu já vou passar a explicar o plano. O nosso transporte é um B M e só vamos entrar no banco 10 minutos antes de a porta do banco fechar, que é para ser mais fácil.

 

 


publicado por Fisga às 11:20
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Sábado, 26 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

 O REBENTO X

O pai que andava com a pulga na orelha, perguntou: O que se passa que vens enervado hoje? Não é nada, foi um subordinado meu, que tirou o dia para me amolar. Não se preocupe. Tens a certeza que é isso mesmo que tu estás a dizer? Também o pai agora a chatear-me? Pronto! Já cá não está quem falou. O diabo do rapaz agora não se lhe pode dizer nada que salta logo aos gritos. O Whit foi fazer o jantar e depois de jantar saiu dizendo, eu vou sair mas não me demoro, eu venho a tempo de deitar o pai. Saiu muito á pressa foi a casa da Virgínia tocou a campainha veio um senhor de meia-idade: Boa noite – Boa noite. Eu sou o namorado da Virgínia e queria dar-lhe uma palavrinha, ela está? Está sim eu vou chama-la. Ó Virgínia, anda cá que está aqui o teu namorado e quer falar contigo, ela já vem boa noite. Boa noite. Whit? O que é que tu queres? Quero dizer-te que se voltas a falar em eu receber só tanto como tu e os outros que desapareces do grupo mas não é para ires para outro grupo é para ires para o outro mundo. Mas tu---Nem tu nem meio tu aqui só ouves e mais nada, o que eu tinha para te dizer já disse, só quero saber se percebeste ou não, e olha que eu não brinco com o trabalho. E apertando-lhe a garganta repetiu, está percebido? Ninha? Sim está percebido. Isto morre aqui e eu nunca mais quero ouvir falar sobre este assunto. Boa noite pai, Boa noite filho, Já vens mais bem disposto? Já pai e amanhã é outro dia, Vamos deitar? Vamos.

 

 


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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO IX

Após a venda do roubo dividiam o lucro pelos quatro e cada um se dirigia para a sua casa. O whit como chefe de grupo retirava para si antes da partilha 10% do produto total e depois os 90% restantes eram então divididos pelos quatro. Ao princípio tudo corria mais ou menos bem, mas depois de dois meses nesta vida quase que eram apanhados no assalto a uma pastelaria que acabou por render pouco mais que para umas carcaças depois de retirar os 10% para o Whit ao dividirem tocou menos de uns seis dólares a cada um. A Virgínia começou a dizer que o Whit, como chefe de grupo tinha que ter capacidade organizativa mas nem sequer tinha o corpo em risco como os outros três membros do grupo, e por isso não era justo que ele recebesse mais 10% do que os outros, ele tinha que receber só o mesmo. Gerou-se uma acesa discussão que o Whit acabou por acalmar alegando que não estavam em condições de discutir fosse o que fosse porque o facto de o trabalho ter corrido mal deixou os quatro muito excitados, em outra altura com a cabeça mais fria voltariam ao assunto. Assim acabou por ali a discussão que prometia ser renhida, em especial pelo lado da Virgínia. O Whit, vendo que as coisas iam começar a correr mal, chegou a casa muito enervado e mal disposto.

 


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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO VIII

O pobre Hag tinha razão era a intuição de pai, de um menino que era muito esperto, muito ambicioso mas em desespero profundo, a falar-lhe ao ouvido. Mas o que poderia ele fazer para ter a certeza daquilo que era apenas uma suspeita, se a sua vida era vivida amarrado a uma cadeira de rodas e a sua única autonomia era a da fala, Não lhe restava mais nada a não ser a resignação. Quando o pai disse ao filho que ouviu ele a falar á porta, não se enganou, e ao ficar desconfiado que o filho andava a tramar algo pouco digno, também não se enganou. Passada uma semana, o filho ao chegar a casa disse ao pai que ia mudar de emprego e que ia com certeza ganhar mais do que na venda dos jornais. O pai cada vez mais preocupado, mas não se manifestou, para não estar a ouvir o filho a dizer, não se preocupe. No dia seguinte depois de tirar o pai da cama e pôlo na cadeira e dar-lhe o pequeno-almoço, preparou-se para sair e o pai disse: então vais para o novo emprego, deus queira que te dez bem. Hei-de dar-me bem se deus quiser. O pequeno whit foi de facto comessar a trabalhar em outro sítio mas no mesmo sector. Junto com mais três amigos a actividade agora era o furto de automóveis de alta cilindrada que acima de tudo andassem muito bem, servindo-se destes para assaltar estabelecimentos de electrodomésticos. Que depois vendiam pelo melhor preço que conseguissem, nos ferros-velhos.

 

 

 


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO VII

Pronto pai as coisas estão-se a compor, amanhã já volto a minha vida vou trabalhar que é o destino de quem é pobre. Olha filho por muito que me custe sou obrigado a concordar contigo, mas meu filho não faças nada que nos possa envergonhar, tu sabes que nós somos muito respeitados por toda a gente e não é pela nossa riqueza em bens materiais, é pela nossa riqueza de espírito e de honestidade, e isto é a nossa única riqueza e temos que honra-la. Não tenha medo meu pai que eu sei o que ando a fazer. No dia seguinte pega na sacola e lá vai ele. O pai fica em casa amarrado à cadeira de rodas e a rezar para que deus proteja o filho. À tarde o whit volta a casa e na sacola trazia leite, pão e alguns ovos. Fez o jantar para os dois e enquanto jantavam ele foi dizendo para o pai: qualquer dia tenho que procurar outra coisa que me dê mais rendimento que isto é trabalhar para aquecer. E o pai sempre a aconselha-lo toma cuidada com o que arranjas e vê bem com quem andas olha que as más companhias são um perigo. Mas quem falou em companhias? Ó filho ouvi falar à porta de casa, com quem é que tu falavas? Á! Com uns amigos meus que também andam a vender jornais como eu. O pai não se preocupe que não há nada. Olha filho eu não sei porquê mas tenho um pressentimento muito mau. O pai não está bem e é por isso que tem essas preocupações todas.

 

 

 


publicado por Fisga às 16:55
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO VI

A senhora pode ir agora comigo lá? Não, agora não posso e amanhã também não, mas eu vou lá um dia destes. Não! Não é preciso que eu resolvo o problema ainda hoje. E saiu pela porta fora a resmungar, eu já sabia que com honestidade não se vai a lado nenhum neste país. Dirigiu-se para o hospital central a pensar em pedir uma cadeira, pois o pai e ele tinham lá estado internados, muitas pessoas os conheciam e quem sabe talvez um laivo de sorte fosse a solução para o problema. Mas ao passar em frente ás urgências, e quando ia a pensar o que faria se lhe dessem a mesma resposta, pára uma ambulância que transportava uma velhinha, o rapazinho parou a olhar para o desembaraço dos bombeiros a tirarem a senhora da ambulância e a pô-la sobre uma maca e a correrem para dentro da urgência deixando a ambulância aberta, o rapaz espreita para a ambulância e vê uma cadeira arrumada ao fundo da ambulância e pensou, se eu resolvesse já aqui o problema tudo era mais rápido e prático. Não! E a velhinha depois como é que ficava? Ah o hospital que lhe arranje uma cadeira, e pumba pega na cadeira e poraqui me safo. De cadeira ás costas vai de correr a caminho de casa, pai qui tem uma cadeira veja se lhe fica bem, o pobre pai preocupado disse, ó filho onde diabo foste tu encontrar essa cadeira? Não se preocupe que não a roubei foi Deus que me conduziu até onde ela estava completamente abandonada.

 


publicado por Fisga às 16:49
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO V

Passados alguns dias o Whit disse ao pai: O pai acha que se eu arranjar uma cadeira que o pai já pode ficar sozinho em casa para eu ir trabalhar? Isso era ouro sobre azul! E a cadeira onde é que ela está? Não se preocupe que eu trato disso. Mas tratas disso como filho? Como? Vou ao Hospital central pedi-la. Ó filho, o Hospital não te vai dar cadeira nenhuma. Logo se vê, se não a derem talvez eu a consiga roubar. Ó filho não penses nisso, olha que Deus castiga-te. Mais ainda do que ele já nos castigou aos três? Ó filho não foi castigo porque Deus não castiga. Pois não mas abandona as pessoas quando elas mais precisam da protecção dele o que é bem pior. Olhe pai eu aprendi na rua que se estivermos à espera do que Deus nos dá, bem depressa morremos com a fome ou com o frio ou com as duas coisas. Olha que eu ainda te consigo dar um bom par de estalos porque não foi essa a educação que eu te dei. Pai deixe-se de sonhar que o pai sabe bem que não pode e nem é capaz de nada disso. No dia seguinte disse ao pai: Eu vou sair, vou ver da sua cadeira. Dirigiu-se à santa casa da misericórdia e disse: o meu pai está tetraplégico e a minha mãe morreu eu sou o único garante daquela casa mas para isso eu preciso de uma cadeira para o meu pai e depois preciso de um emprego, será que aqui me podem ajudar? A irmãzinha que o atendeu disse-lhe anda cá que eu vou levar-te à senhora assistente. Depois de contar a História, a assistente disse ao rapazinho, tu és de facto muito expedito só que estás em presença de uma pessoa que conhece muito garotos como tu, diz-me onde é que tu moras que eu um dia destes vou lá ver o teu pai.   


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Domingo, 20 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO IV

As coisas foram correndo sem que houvesse alarme, porque o miúdo tinha vocação para a arte. Sabia muito bem coordenar as coisas para que a moça não fosse muito grande, e tinha uma área cada vez maior para só passar no mesmo sítio de 8 em 8 dias ou até mais. E ao fim de um mês de andar naquela vida resolveu mudar de zona por uns tempos, e assim foi vivendo, e aparentemente tudo corria sobre rodas. A vida em casa começou a melhorar e o pai até já tinha comprado um carrito velho que ainda andava bem. E Começaram a sair ao fim de semana para dar uma volta passear um pouco. Mas um dia, há sempre um dia. Num desses passeios domingueiros, uma estrada pior, um pouco de

velocidade a mais, e um pouco de azar a mais também, deu num despiste fatal, que terminou com a morte da mãe e o pai tetraplégico e uns maus-tratos muito significativos no miúdo, uma tragédia. Quando o miúdo teve alta do hospital e tomou conhecimento que a mãe tinha falecido e o pai que muito provavelmente ia ficar tetraplégico disse: Eu juro que eu não vou abandonar o meu pai da mesma forma que Deus nos abandonou aos três. O Meu pai há-de ter sempre dinheiro para comprar a comida e medicamentos, nem que para isso eu tenha que roubar. Até o pai voltar para casa foram os vizinhos que lhe deram comida e trataram da roupa e da casa, quando o pai teve alta ele disse ao pai: Pai, já jurei que quem vai ser o chefe desta casa sou eu e o pai não se preocupe que para nós comermos e para o resto da casa eu hei-de arranjar sempre. Ó filho mas como é que tu arranjas, tu precisas é de quem tome conta de ti e não tu tomares conta dos outros. Logo que eu possa voltar à venda dos jornais vai voltar a haver comida nesta casa.


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Sábado, 19 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO III

No dia seguinte o miúdo sai de casa convencido de que ia vender jornais. Chegou junto de um quiosque, e comprou um exemplar de cada matutino, e desandou então começou a percorrer as ruas e em cada porta que via um saco abandonado, abeirava-se do saco e verificava o seu conteúdo, se o saco tivesse pão ou leite, ele pegava e metia dentro da sua sacola, quando já tinha um aviado que ele via que já dava para ele e para os pais, dirigiu-se para casa. Então filho já vieste? Sim mãe já vendi os jornais todos Sobraram estes 3 ou 4 mas não faz mal; amanhã quando eu for comprar mais o senhor troca-os. Então e o que trazes aí no saco? As pessoas perguntavam-me porque andava eu ainda tão pequeno a vender jornais e eu dizia: Os meus pais são muito pobres e eu tenho que os ajudar. Então se é para ajudares em casa podes aceitar géneros em vez de dinheiro? Sim posso, a minha mãe não se importa. E foi assim, porquê! A mãe não gostou? Não é isso filho é que achei tão estranho pagarem-te com pão e leite logo duas coisas que as pessoas tem que comprar. Pois, mas algumas até me disseram que se eu receber sempre em géneros que posso lá levar o jornal todos os dias. Quando o pai chegou à noite e tomou conhecimento do acontecido, ficou muito desconfiado e disse ao filho: Olha que tu vê bem o que andas a fazer, olha que eu sou muito pobre mas muito honrado. Não tenha medo pai que eu sei o que ando a fazer.


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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO II

A Sra. Allie radiante porque tinha um filho fora do comum das crianças, daí a razão de ela tanto querer ter mais filhos, mas lembrava-se logo do que a parteira lhe disse após o filho nascer quando ela perguntou se estava tudo bem e se o filho era saudável, e a parteira respondeu. Sim o seu filho é um grande rapagão e tudo correu muito bem. A parteira estava a contar-lhe uma mentira piedosa que se impunha naquele momento, dadas as circunstâncias. Ela não podia mais ser o que tanto ambicionava que era ter mais filhos, muitos filhos. Depois da recuperação total do parto, foi-lhe contada a verdade. Que a única forma de salvar a mãe e o filho, foi optar pela histerectomia das trompas de Falópio. Foi um grande choque mas que com o tempo se foi desvanecendo. Agora o Whit já tem 7 anos e parece uma criança muito responsável e amiga dos pais, isso representa para a Sra. Allie, a recompensa por não poder ter mais filhos. Este casal era muito pobre e muito humilde, também por isso eram muito estimados pela vizinhança e á medida que o rebento crescia, também crescia o orgulho daquela família que sendo muito pobres eram muito felizes. 

 


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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

O GÉNIO ESCONDIDO

O REBENTO I

O pequeno rebento foi crescendo, como qualquer criança normal, com um único senão, era pobre, filho de gente muito humilde, rasando os meandros da miséria. Viviam numa casa muito velha e em muito mau estado, que ainda por cima não era deles, era tudo a condizer umas coisas com as outras mas sempre pela negativa. Aos sete anos de idade, o miúdo começou a dar-se conta de que Os pais faziam uma grande ginástica para fazer a divisão do magro salário do pai pelos 30 dias de cada mês. E então pensou. A escola para mim é um brinquedo de luxo com o qual eu não posso sonhar, vou ter que pensar na forma de ajudar os meus pais. E um dia saiu de casa a procurar emprego, bateu a muitas portas mas sem qualquer sucesso, quem ia dar trabalho a um pirralho com 7 anos de idade? Quando cegou a casa a mãe perguntou-lhe então arranjaste emprego? O que é que a mãe acha? Que não. Pois enganou-se, Já arranjei, sim senhora! E a fazer o quê? A vender jornais. Olha filho não se pode dizer que seja um bom emprego, mas sempre ganharás alguma coisa, e aqui em casa é que não ganhas nada. O whit. Foi deitar-se a pensar… O que hei-de ir Fazer amanhã? Ah, já sei...! Vou vender jornais, foi isso que eu disse à minha mãe. E no dia seguinte, o menino prepara-se, e ainda bastante cedo pega numa sacola e sai de casa. A mãe pergunta-lhe para onde vais com essa sacola às costas? Vou vender jornais. A mãe fez de conta que já não se lembrava e disse: Ai, mas que cabeça a minha, vai filho e que deus te acompanhe.


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Domingo, 13 de Abril de 2008

A REAPARIÇÃO

Tive tempo para fazer uma retrospectiva de muitas coisas da minha vida. Após um curto e rápido balanço, concluí que, tendo perdido o meu pai há trinta e tantos anos e a minha mãe há quase vinte, e apesar de eles terem tido um papel pouco significativo na minha adolescência, por motivo de uma guerra que embora tenha chegado a todos, chegou com muito mais intensidade aos mais desprotegidos, e talvez pelos maus tratos a que fui muitas vezes submetido, os meus pais foram sempre a minha referência principal. Mercê de tudo isso olhei atentamente para traz e o que vi eu? Vi que não sou mais nem menos do que o irmão mais velho de uma irmandade de cinco, apesar de de a morte não escolher idades, assim se diz também se diz que quem escapa de novo, de velho não tem saída possível. Porque tive sempre o defeito ou virtude de considerar que o que tem que ser feito é inadiável, apenas pode e deve ser objecto de prioridades, daí ter chegado agora a altura de fazer o balanço da minha vida. O que fiz o que gostava de ter feito, o que ainda posso fazer e o que não vale mais a pena sonhar, os bons e os maus bocados que passei e porquê, o que me deixa prazer ter feito e o que me deixa saudades ter ou não feito. Balanço final: Vou sentir muita pena de um punhado de amigos, uns virtuais outros virtuais e reais e outros só reais. Mas Também sei que o que me está a preocupar, é exactamente o que sempre preocupou as outras pessoas e é o que vai preocupar os que ainda não pensam nestas coisas. Resta-me por isso procurar forças para ultrapassar da melhor forma, mais este obstáculo. A nossa vida é um túnel no qual entramos à hora de nascer, e no qual vamos aprender a andar, mas esse túnel não tem saída e na medida em que vamos chegando ao fundo, porque não temos saída nem volta a traz só temos que nos submeter ao imperativo do destino. Vou ver se me preparo para abrir os meus braços à morte como se ela fosse a minha melhor amante, procurando esquecer tudo o resto que fica para traz ou para alem do amor. Que vamos fazer, eu e ela.

 


publicado por Fisga às 20:59
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