Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

ASSIM VAI O MUNDO

 

 

TERNURA
A ternura é o caminho,
Para o paraíso na terra.
Pena é que neste mundinho,
Só se fomente fome e guerra.
 
Fala-se tanto de amor,
Mas só da boca para fora,
Praticá-lo com fervor,
É coisa p´ra outra hora.
 
Se o verdadeiro amor,
Tivesse cifrões à mistura,
Não faltariam pregões,
Apregoando a ternura.
 
E nestes tempos que correm,
Com tanta pressa, é um horror,
Há tantas crianças que morrem,
Com fome e cede de amor.
Autor Eduardo Gonçalves.

publicado por Fisga às 08:00
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Sábado, 27 de Junho de 2009

TUDO BOM

 

 

 

 

 

 

 

Adeus Sol, que me alumia
Pelas ondas do oceano
Desta vida, deste engano,
Deste sonho de um só dia!

No mesmo arbusto onde o ninho
Teceu a ave inocente,
Se volta a quadra inclemente,
Acha abrigo o passarinho;

Mas eu nesta soledade
Quando em meus sonhos te estreito
Rosto a rosto, peito a peito,
Acordo e acho a saudade!

Adeus pois morte! adeus vida!
Adeus infortúnio e sorte!
Adeus estrela-do-norte!
Adeus bússola perdida!·
João de Deus, in 'Campo de Flores'

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

ACONTECE

 

 

 

 

O PARAÍSO
Um dia alguém me pediu,
Sem o menor preconceito,
Que lhe desse o que sentiu,
 Bater dentro do meu peito.
 
E eu sem sequer pensar nisso,
Logo disse é todo teu,
Foi logo como que partisse,
Direitinho rumo ao céu.
 
Nunca me tinham falado,
Ao ouvido e tão baixinho,
Coisas que me deixaram Alado,
 E a pensar no meu destino.
 
Foi um dia para não esquecer,
Sempre que a vida corre mal,
Lembrar como é bom viver,
Neste paraíso terreal.
Autor Eduardo Gonçalves.

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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

O AFASTAMENTO

 

 

Um final feliz?

É COM OS OLHOS RASOS DE ÁGUA, QUE FAÇO ESTE ANUNCIO. E NÃO É PELO TEOR DO ANUNCIO QUE EU CHORO, É PELO GOLPE QUE ELE VAI DESFERIR, EM PESSOAS QUE EU TANTO AMO E QUE NÃO MERECEM ISTO. MAS A VIDA É ISTO MESMO. UM DIA, HÁ SEMPRE UM DIA, QUE NOS ROUBA A FANTAZIA. E PARA MIM ELE ESTÁ CHEGANDO. EU NÃO DIGO QUE NÃO VOLTO. MAIS, PORQUE É PARA MIM MUITO DIFÍCIL ESCREVER ESSA PALAVRA, MAS VOU FICAR AFASTADO ATÉ NÃO SEI QUANDO. NINGUEM IMAGINA, O QUANTO É DOLOROSO SENTIR A FACA, DE NOME (AFASTAMENTO) A ENTERRARSE-ME NO CORAÇÃO. MAS OS PRINCÍPIOS, PELOS QUAIS SEMPRE ME REGI, NÃO ME PRIMITEM, ESCONDER-ME SOB O MANTO DO ANONIMATO SEM DIZER NADA Às PESSOAS QUE EU TANTO AMEI E QUE TANTO ME DARAM. POR ISSO AQUI ESTOU A COMUNICAR O MEU AFASTAMENTO POR TEMPO INDETERMINADO. O MEU ULTIMO POST. VAI SAIR NO DIA 01 / 07 / 2009 MAS PORQUE JÁ ESTÃO NA LINHA DE PUBLICAÇÃO HÁ ALGUM TEMPO, E NÃO ESTIVE PARA OS IR APAGAR, NÃO SOU DOS QUE MATAM A SUAS PRÓPRIAS CRIAS. EU SEI QUE NINGUÉM QUERIA QUE ASSIM FOSSE, E MUITO MENOS EU, MAS O QUE TEM QUE SER TEM MUITA FORÇA. PARA TODAS AS PESSOAS QUE TANTO DE BOM ME DERAM O MEU GRAMDE AGRAÇO DE TERNURA E AMOR. EDUARDO GONÇALVES 23 /06 / 2009/ 21 HORAS.


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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

TLIM, TLIM

 

 

 

 

 

 

 

O Dinheiro

 
O dinheiro é tão bonito,
Tão bonito, o maganão!
Tem tanta graça, o maldito,
Tem tanto chiste, o ladrão!
O falar, fala de um modo...
Todo ele, aquele todo...
E elas acham-no tão guapo!
Velhinha ou moça que veja,
Por mais esquiva que seja,
                            Tlim!
                            Papo.

E a cegueira da justiça
Como ele a tira num ai!
Sem lhe tocar com a pinça;
E só dizer-lhe: «Aí vai...»
Operação melindrosa,
Que não é lá qualquer coisa;
Catarata, tome conta!
Pois não faz mais do que isto,
Diz-me um juiz que o tem visto:
                            Tlim!
                            Pronta.

Nessas espécies de exames
Que a gente faz em rapaz,
São milagres aos enxames
O que aquele demo faz!
Sem saber nem patavina
De gramática latina,
Quer-se um rapaz dali fora?
Vai ele com tais falinhas,
Tais gaifonas, tais coisinhas...
                            Tlim!
                            Ora...

Aquela fisionomia
É lábia que o demo tem!
Mas numa secretaria
Aí é que é vê-lo bem!
Quando ele de grande gala,
Entra o ministro na sala,
Aproveita a ocasião:
«Conhece este amigo antigo?»
— Oh, meu tão antigo amigo!
                            (Tlim!)
                            Pois não!

João de Deus, in 'Campo de Flores.

publicado por Fisga às 08:00
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

ÉPOCA DE EXAMES

 

 

 

 

UMA VIAGEM AO PASSADO
Pus-me frente ao espelho, e como que metendo lentamente uma câmara de vídeo, pelo canto esquerdo do meu olho esquerdo, consegui, como que ter acesso a uma pasta, onde estão gravados alguns momentos bons e outros nem tanto. Do meu passado recente. Depois de uma análise minuciosa, verifiquei que muito há negativo, e muito mais de positivo, sobre o meu passado recente. Verifiquei com agrado que há 66 anos que eu conduzo o meu destino, muito mal em algumas ocasiões, e menos mal em outras. Recusei-me a perder tempo olhando o que de mau me aconteceu. Virei-me apenas e só para o que de bom alcancei. Senti-me feliz, porque começando com 8 anos ao leme do meu próprio barco, sei que não fui um herói, mas também não fui um náufrago, ou um Falhado total. Sempre ganhei o meu pão e não só o meu, com o suor do meu braço. Tenho Amizades sinceras e outras nem tanto, mas a vida é exactamente isto. Tive grandes ilusões pela minha vida fora, penso que como certos casamentos foram muito boas enquanto duraram, também tive desilusões, que foram muito amargas, mas que com o tempo se foram e vão desvanecendo. Penso que sou bem visto por todas as pessoas que me conhecem mesmo as que me conhecem pessoalmente. Por tudo isto, penso que não tenho tantas razões de queixa, como muitas vezes me parece ter. Tenho apenas um senão. Mas … Quem os não tem? Esse de tão grande que é muito me fás sofrer, e mais ainda quando penso que o relógio do tempo não para. Mas recuso-me determinantemente, a virar as costas à vida em nome de um senão. Que é só mais uma das coisas de que não gosto. Gostava de não valorizar tanto como valorizo, algumas coisas, pois sei que seria muito mais feliz. Mas a nossa capacidade de valorizar, ou não. É também um atributo de grande valor, serve para muitas coisas, que não só valorizar. Uma coisa que eu aprendi na vida, foi: Que quem não tem cão, caça com um gato. E é muito importante saber caçar com um gato, na falta do cão. Mau é deixar de caçar por não ter cão. Mas isso eu não deixarei. Serei teimoso até á exaustão.

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A NOVA NAMORADA

RETALHOS DE VIDA

 
Os dias vão correndo
As noites vão voando
Eu não sei o que estou querendo
Nem porque estou esperando.
 
Quando aquela moça passa
Eu aprecio a sua graça
E dá-me logo uma maleita,
E começo a imaginar
O que irá ela pensar
À noite quando se deita.
 
Vejo-a mirar-se ao espelho
Toda nuazinha em pelo
Pela bandeira da janela,
Mas por pouca sorte minha
Vejo aquela cabecinha
Mas não sei o que vai dentro dela.
 
Um dia dirigi-me a ela
Ao passar numa ruela
Junto ao casão militar,
-Bom dia menina Graça
Porque é que quando aqui passa
Apressa sempre o andar?
 
-Por nada de especial
É o meu jeito de andar,
Você nunca me fés mal
Porque o haveria de evitar?
 
Já sabe que eu sou graça
E sabe que eu ando assim,
Já agora se isso o não massa
Diga-me o que quer de mim.
       
 O que eu quero de si é tanto
Mas dizer-lho não me massa
Absolutamente nada,
Gostaria que você quando passa
Não seja para mim menina Graça
Mas sim a minha namorada.
 
-Você não queria mais nada
Eu que até mal o conheço,
Ser a sua namorada
Olhe que eu não sou quem pareço.
 
Eu sei que você quando passa
É mais bela do que parece,
É a graça com mais graça
Que o bairro da graça conhece.
Talvez por essa razão
Anda no meu coração,
Que nem de noite a esquece.
 
 
-Você tem muita cantiga
E sabe muito bem falar
E se quer que eu lhe diga
Eu já o estou a namorar.
 
Dá-me um beijo e um abraço
Minha gracinha querida
Saiu-me a sorte granjóla,
Eu que não jogo á bola
Meti o golo da minha vida.
 
 
Os dias foram passando
E eu lá fui conquistando
O seu coração inocente,
Que também sofria afinal
Do mesmo eterno mal
De que sofre qualquer vivente.
 
O que ela afinal queria
Encontrou-o no seu caminho,
Era um pouco de alegria
Afecto amor e carinho.
 
Esse dia enfim chegou
E tudo se consumou
Ofereci-lhe uma flor,
Atirei a pedra ao charco
E assim fiz dela o meu barco
O meu barco do amor.
 
Houve felicidade sem fingir
Para o barco e para o barqueiro,
Durante um ano inteiro,
Mas que já não torna a vir.
 
Autor Eduardo Gonçalves (Fisga)
 
Lisboa, 24/06/1959.

publicado por Fisga às 08:00
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Sábado, 13 de Junho de 2009

UM TEXTO MEU

cyberiade.blogs.sapo.pt/arquivo/124997.html 

 

Citação: Sim. Eu já li o livro deste autor. Vou apenas citar duas passagens do dito, para deixar uma ideia, de quão arrepiante é ler este livro. Mas como já está dito, vale a pena lê-lo, por uma vez só que seja. E passo a citar: dois textos. 1ª citação

Tu que és meu amigo, também és amigo de Deus, sim és que eu sei. Olha quando o encontrares, diz-lhe que eu o odeio com todas as forças do meu coração, Porque ele deixou morrer o meu vizinho do lado que deixa 6 filhos menores sem ninguém que lhe garanta o sustento. E quando se é Deus todo-poderoso, e pai misericordioso, não se deixa morrer o único garante de 6 crianças indefesas, que agora vão morrer de fome porque nem de roubar para comer, eles são capazes, de tão frágeis que são. Quem tal atrocidade permite, não é misericordioso, nem bom, mas sim o pior dos algozes.
2ª Citação. O PODER DO DINHEIRO CEGA TUDO E TODOS.
O tilintar do dinheiro. O poder do dinheiro não tem limites. Ele compra a prostituta mais reles, velha e sebosa. Compra também a soberana do maior império do mundo, apenas o preço pode ser diferente, entre uma e outra. Ele compra os Deuses e os santos e os seus representantes na terra. Eu posso provar tudo isso através da História. O dinheiro compra ainda a justiça e os seus representantes, compra ainda os grandes mentores do amor e do crime. Eu gostava de poder publicar aqui o livro na integra, mas alguém a quem eu o emprestei esqueceu que eu era o dono, vendeu assim a sua honra, por um miserável livro que nunca foi permitido em Portugal antes do 25 de Abril, e depois apareceu uma imitação reles mas que vendeu mesmo assim. HIPERLIGAÇÃO TIRADA DA NET.  Eduardo Gonçalves
P. S. klik na hiperligação em cima que vai encontrar mais dados.
 

 


publicado por Fisga às 16:26
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A SOLUÇÃO

 

 

FLORES PARA QUEM CONFIRMAR TER ACERTADO.
 
Estas tão singelas flores
Tão puras de cor branquinha,
São para as senhoras e senhores,
Que acertaram na adivinha.
 
O prometido é devido,
E morra quem se negar,
Com o respeito merecido,
Aqui estou para explicar.
 
Como disse não há má fé minha.
Terminam aqui as confusões,
 Os órgãos desta adivinha,
É o coração e os Pulmões.
Autor. Eduardo Gonçalves.

 


publicado por Fisga às 10:50
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

O FUTURO DIRÁ

 

Adivinha se és capaz…
 

 

 
Quer seja curto ou comprido,
Quer seja fino ou mais grosso.
É um órgão muito querido,
Por não ter espinhas nem osso.
 
O seu nome não é feio,
Tem sete letrinhas só
Tem um R e Um A no meio
Começa em  C e finda em O.
 
De incalculável valor,
É um só ninguém tem mais.
Desempenha no amor,
Um dos papéis principais.
 
Nunca se encontra sozinho,
Vive bem acompanhado.
 Por outros dois orgãozinhos,
Junto de si lado, a lado.
 
O nome destes porem,
Não oferece confusões,
Tem sete letras também.
Tem L e termina em ões
 
 Não pensem que é má fé minha,
Pois não estou a mentir.
Os órgãos desta adivinha.
Virá no post. A seguir.  
Paciência é boa para a vista
Artur Gonçalves e Eduardo Gonçalves.
 

publicado por Fisga às 08:35
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

RETALHOS DE UMA VIDA.

NAS MINHAS HORAS

Nas minhas horas de tristeza, Faço apelo á natureza,
Que me faça companhia.
Que me dê essa leveza, que tanto amo e adoro,
Até mesmo quando choro, às vezes é de alegria.
Quase sempre me sai errado o meu plano traçado,
Para poder ser mais feliz,
Mas eu sou uma criança, que ainda alimenta a esperança,
De um dia vir a bonança, e eu virar mesmo petiz.
Um petiz bem pequenino, que mesmo não sendo menino,
Pode ser alguém um dia, basta que a vida me sorria.
E me dê a garantia, que todos temos direito ao ninho.
Um ninho de pétalas e plumas, de águas mansas e espumas,
Qual pássaro abandonado, triste só e desgraçado,
Que no mundo anda Perdido.
E no alto mar, Esquecido à procura de encontrar,
O sonhado porto de abrigo.
 Eu que queria estar contigo, se tu estivesses comigo,
Partilhando Um grande amor. Vivendo um sonho dourado.
Por nós vivido e partilhado, desde o nascer ao sol por.
Do mundo sempre escondidos, para não sermos reprimidos,
Pelo nosso amor secreto,
E para ninguém ter do que falar, continuaríamos sempre a a estar,
 Cada um sob o seu teto.
Autor, Eduardo Gonçalves. (fisga)

 


publicado por Fisga às 21:28
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