Sábado, 22 de Março de 2008

PARECIA UM DIA SEM HISTÓRIA

Era um daqueles dias em que não me apetecia nada de nada.

Pensei onde ir e nada de nada, olhei à minha volta e o que vi: uma escadaria de pedra, estava junto ao jardim Cesário Verde, Rua D. Estefânia. Sentei-me num desses degraus de pedra a ver se aquele tom cinzento que me pairava na minha cabeça desaparecia. De repente: Poisou junto de mim um pequeno bando de pombas, puxei por uma bolacha de água e sal que normalmente trago comigo para entreter a minha diabetes, esmigalhei-a na mão e atitei para o chão, fez-se ali um burburinho de pombas sobre pombas que parecia que não comiam nada há mais de uma semana, achei uma tal piada que as quatro bolachas que levava para eu comer foram pouco para o prazer daqueles papitos vazios ou quase. Por fim já nem era preciso atirar as bolachas para o chão as pombas saltavam sobre as minhas mãos e braços e comiam na mão. Eu para elas já não era mais uma ameaça, mas sim uma fonte de alimento. Agora sempre que saio levo duas ou três bolachas a mais para a eventualidade de poder fazer mais alguns amigos, também já descobri que não posso ir para a Praça da figueira com um bolso cheio de bolachas mas sim uns 100kgs.Porque lá as pombas são ás centenas. E assim se passou uma tarde, em que parecia não me apetecer fazer nada, nem ir a lado algum, uma tarde que se revelou, muito agradável.


publicado por Fisga às 21:06
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6 comentários:
De linhaseletras a 22 de Março de 2008 às 22:37
Muito bonito, ás vezes também me acontece o mesmo, quando penso que não vai acontecer nada, surge qualquer coisa mesmo muito simples que acaba por ser algo especial e fazer esquecer outras coisas menos boas.
E ás vezes coisas simples como dar uma bolacha ás pombas, faz-nos sentir, uma alegria estranha mas que nos sabe muito bem Boa noite.




De Fisga a 23 de Março de 2008 às 11:17
Sim é verdade, os mais pequeninos gestos, fazem muitas vezes a diferença. E eu constato uma coisa que nunca falei com ninguém, é que os nossos próprios valores também mudam conforme as nossas idades, embora enquanto novos não compreendamos isto. Para mim hoje há coisas que eu valorizo muito que há 40/50 anos eu não valorizava nada. Um bom dia de Domingo de Páscoa.




De V.A.D. a 22 de Março de 2008 às 22:44
Do nada, pode surgir algo que nos faz alegrar... Pequenas coisas inesperadas podem ser mais agradáveis que grandes eventos planeados.

Votos de uma excelente noite e de um óptimo domingo de Páscoa, amigo!

Um abraço.


De Emanuela a 23 de Março de 2008 às 17:58
Muitas vezes são outros seres, que não os humanos, capazes de nos trazer alegria na sua simplicidade. Coisas que parecem pequenas acabam por tornar-se em prazeres imensos se somos capazes de nos deixar tocar. Linda, esta tua partilha.
Um beijinho, meu amigo. E que o teu final de domingo seja pleno de alegrias...e companhias!


De TiBéu ( Isa) a 23 de Janeiro de 2009 às 18:23
Quantas vezes eu passei pelo Largo de D. Estefânia, e que jovem eu era, imagina o meu primeiro emprego foi no Arco Cego hehe isto já lá vão uns 40 anos e depois fui para a baixa, Rua de S. Nicolau, por isso também passava na praça da Figueira hehe recordar. Que bom que era esse tempo, agora felizmente também é e sou muito feliz com o marido dois filhos e um netinho e as respectivas mulheres. Mas gosto de recordar. Como pudeste verificar quando tudo nos parece triste .... lá vem as pombinhas para comer o lanche e alegrar. Voltarei. bj


De Fisga a 23 de Janeiro de 2009 às 18:59
Eu sei avaliar, esse gosto pela recordação. Olha amiga Eu trabalhei no campo Pequeno na fábrica da sagres, e depois passei para a Av. Almirante Reis para a Portugália que era dos mesmos donos e morava junto ao miradouro de Santa Luzia perto da Sé, e tenho um mano que é reformado Dos estabelecimentos Sida Limitada que eram na rua de São Nicolau, Eu ia muitas vezes Ao Gamboa que era muito pertinho dos Estabelecimentos Sida, ia lá petiscar com o meu mano, Era um restaurante muito bom. Olha bem para isto, como o mindinho, é pequenino. Um beijo Eduardo.


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