Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

PARTIDAS DO DESTINO IV

UMA QUESTÃO DE OPINIÃO

Em tempos idos havia muito menos vias, ferro e rodoviárias, do que hoje há. E na freguesia de Cambas conselho de Oleiros distrito de Castelo Branco, A única forma de atravessar o rio era: De Verão pelos chamados pontões, umas pontes improvisadas com umas tábuas, no Inverno não havia forma de segurar os pontões porque a corrente era muito forte, a única forma era de barco, uma barcaça de madeira feita lá pelo carpinteiro da terra. Cuja forma de locomoção era, remos quando o rio ia muito forte, Quando ia menos forte era  uma vara. A quilha do barco tinha que ser muito pequenina para que o barco não arrastasse no fundo do rio, logo o barco tinha pouca segurança, um balanço mais forte e o barco virava-se e lá iam os passageiros tomar um banho sem querer e os que não soubessem nadar corriam o risco de se afogarem. Significa isto que era necessário ter mais cautela e evitar os balanços. Um belo dia, aconteceu o pior. O rio muito cheio, um vento forte de norte e o barco completamente lotado, onde ia também o pároco da freguesia. Ao partir, o barqueiro avisou: Todos vocês sabem que é perigoso fazer balanços, por isso tenham muito cuidado. Há um rapazinho que por sinal nem sabia nadar que disse: Hoje não há azar, vai cá o senhor padre no barco. Esta piada gerou uma certa euforia, risadas e movimentos exagerados. Não tardou nada que o barco virasse e fossem todos parar à água, todo o mundo assustado e a gritar, e o rapazinho que não sabia nadar, agarrou-se ao padre e dizia muito assustado. O que é que eu faço Sr. Padre, acha que eu devo rezar? Ao que o padre respondeu: Podes rezar meu filho, mas tenta nadar, e o rapazinho respondeu: Mas eu não sei nadar. Mas tens que tentar mesmo sem saberes. Moral da história, duas ajuda valem mais do que só uma. E o ditado que diz: Vale mais quem Deus ajuda, Do que quem muito madruga, parece que não se aplica a quem não sabe nadar, Talvez porque não rima.  

 


publicado por Fisga às 09:00
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4 comentários:
De Maria João Brito de Sousa a 16 de Julho de 2008 às 13:32
Vale mesmo sem rimar Fisga. Mas, pelo sim, pelo não, mais vale saber nadar... ou viver.
Abraço!


De Fisga a 16 de Julho de 2008 às 17:36
Ó minha amiga, já lá diz o velho ditado. Mão posta ajuda é. Um abraço.


De Maria João Brito de Sousa a 16 de Julho de 2008 às 18:13
É pois. Um abraço!


De linhaseletras a 17 de Julho de 2008 às 14:12
Estes seus textos são muito interessantes, e dão-nos algumas lições.
Gostei de ler. Boa tarde


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