Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A NOVA NAMORADA

RETALHOS DE VIDA

 
Os dias vão correndo
As noites vão voando
Eu não sei o que estou querendo
Nem porque estou esperando.
 
Quando aquela moça passa
Eu aprecio a sua graça
E dá-me logo uma maleita,
E começo a imaginar
O que irá ela pensar
À noite quando se deita.
 
Vejo-a mirar-se ao espelho
Toda nuazinha em pelo
Pela bandeira da janela,
Mas por pouca sorte minha
Vejo aquela cabecinha
Mas não sei o que vai dentro dela.
 
Um dia dirigi-me a ela
Ao passar numa ruela
Junto ao casão militar,
-Bom dia menina Graça
Porque é que quando aqui passa
Apressa sempre o andar?
 
-Por nada de especial
É o meu jeito de andar,
Você nunca me fés mal
Porque o haveria de evitar?
 
Já sabe que eu sou graça
E sabe que eu ando assim,
Já agora se isso o não massa
Diga-me o que quer de mim.
       
 O que eu quero de si é tanto
Mas dizer-lho não me massa
Absolutamente nada,
Gostaria que você quando passa
Não seja para mim menina Graça
Mas sim a minha namorada.
 
-Você não queria mais nada
Eu que até mal o conheço,
Ser a sua namorada
Olhe que eu não sou quem pareço.
 
Eu sei que você quando passa
É mais bela do que parece,
É a graça com mais graça
Que o bairro da graça conhece.
Talvez por essa razão
Anda no meu coração,
Que nem de noite a esquece.
 
 
-Você tem muita cantiga
E sabe muito bem falar
E se quer que eu lhe diga
Eu já o estou a namorar.
 
Dá-me um beijo e um abraço
Minha gracinha querida
Saiu-me a sorte granjóla,
Eu que não jogo á bola
Meti o golo da minha vida.
 
 
Os dias foram passando
E eu lá fui conquistando
O seu coração inocente,
Que também sofria afinal
Do mesmo eterno mal
De que sofre qualquer vivente.
 
O que ela afinal queria
Encontrou-o no seu caminho,
Era um pouco de alegria
Afecto amor e carinho.
 
Esse dia enfim chegou
E tudo se consumou
Ofereci-lhe uma flor,
Atirei a pedra ao charco
E assim fiz dela o meu barco
O meu barco do amor.
 
Houve felicidade sem fingir
Para o barco e para o barqueiro,
Durante um ano inteiro,
Mas que já não torna a vir.
 
Autor Eduardo Gonçalves (Fisga)
 
Lisboa, 24/06/1959.

publicado por Fisga às 08:00
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